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15/09/2025 às 12h13

Redação

Campo Grande / MS

“Fuga do Careca do INSS é confissão de culpa”, diz líder da oposição
Após o ministro André Mendonça tornar opcional a ida do lobista ao colegiado, o convocado comunicado que não vai comparecer
“Fuga do Careca do INSS é confissão de culpa”, diz líder da oposição
Foto Bruno Spada

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), lamentou nesta segunda-feira, 15, a decisão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, de não comparecer à CPMI do INSS para prestar o depoimento que estava marcado para hoje. Segundo Zucco, o ato representa uma “confissão de culpa“ de Antunes no caso do esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.


"ABSURDO! O Careca do INSS, que seria ouvido hoje, fugiu da CPMI do INSS. Quem não deve, não teme. Essa fuga é uma confissão de culpa. Alguém tem dúvidas disso?”, escreveu o parlamentar no X.


Ainda de acordo com Zucco, a situação é “muito grave”. “Provavelmente ele teria muito a dizer dos seus cúmplices, daqueles que estão envolvidos, inclusive políticos provavelmente ligados a este atual governo”.


O Careca do INSS foi convocado para prestar depoimento à CPMI, mas decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou opcional a sua participação na comissão.


Na última sexta-feira, 12, a Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente o lobista e o empresário Maurício Camisotti. Eles são suspeitos de atuarem juntos para a realização de fraudes milionárias contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.


Um ex-funcionário, que prestou depoimento sob proteção por temer represálias, afirmou que o Careca vinha dilapidando seu patrimônio para levantar dinheiro e planejava fugir para os Estados Unidos. O depoimento foi citado pela PF no pedido de prisão. Segundo a PF, Antunes movimentou mais de 12 milhões de reais em 129 dias.


Quebra de sigilos


Na última quinta-feira, 11, a CPMI do INSS aprovou o requerimento de quebra e transferência do sigilo de dados bancários e fiscais do lobista.


No caso dos dados bancários, os parlamentares querem acesso, especificamente, às informações de movimentação financeira, entre janeiro de 2022 e julho de 2025, de todas as contas de depósitos, de poupança, de investimento e de outros bens, direitos e valores, inclusive mobiliários, assim como das operações com cartão de crédito.


Já no caso dos dados fiscais, querem as declarações de Imposto de Renda, entre janeiro de 2022 e julho de 2025, acompanhadas de dossiê integrado com amparo, no que couber, em diferentes bases de dados que o senador indica.

FONTE: Guilherme Resck

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