21/09/2025 às 08h53
Redação
Campo Grande / MS
Os Correios estimam que vão precisar de R$ 7 bilhões do governo até o fim de 2026 para cobrir despesas e manter a empresa em funcionamento sem entrar em quebra.
O montante é visto como essencial para fechar as contas diante de déficits crescentes e de uma crise financeira que já resulta em prejuízo recorde.
O governo, por meio da Fazenda, resiste a autorizar esse aporte.
A justificativa central é que não há espaço orçamentário para acomodar esse valor sem comprometer outras obrigações fiscais.
Há preocupação com o impacto que esse socorro teria nas finanças públicas.
No primeiro semestre de 2025 os Correios tiveram prejuízo que já ultrapassa o recorde negativo do ano anterior, impulsionado pela combinação de queda de receita especialmente nas encomendas e aumento de despesas administrativas, financeiras e judiciais.
A empresa atribui parte do problema a decisões judiciais, obrigações previdenciárias, contratos onerosos e queda no volume de importações.
A estatal pretende implementar um Programa de Recuperação e Modernização para tentar reverter o quadro, com medidas para diversificar fontes de receita, racionalizar custos, automatizar processos e renovar sua frota.
Contudo especialistas apontam que mudanças estruturais profundas são necessárias para melhorar eficiência e competitividade, já que muitos clientes migraram para transportadoras privadas ou para rotas alternativas de logística.
As informações são do jornal O Globo, que procurou a estatal. Os Correios não quiseram se manifestar.
FONTE: Rodrigo Vilela
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