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22/09/2025 às 11h38

Redação

Campo Grande / MS

STF forma maioria para manter prerrogativa de autorizar buscas no Congresso
Análise ocorre em meio ao avanço da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados
STF forma maioria para manter prerrogativa de autorizar buscas no Congresso
Foto Arquivo

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prerrogativa de autorizar operações de busca e apreensão nas dependências do Congresso Nacional e em imóveis funcionais de parlamentares.


Em julgamento no plenário virtual do Supremo, a ação chegou ao Supremo em 2016.


Na ocasião, a Mesa Diretora do Senado questionou a Corte sobre a legalidade da Operação Métis, que apurava um esquema no Congresso para atrapalhar investigações contra parlamentares.


A Operação Métis foi autorizada pela Justiça Federal de Brasília, mas a investigação foi arquivada pelo STF.


Maioria


Com a maioria, fica estabelecido que outras instâncias do Judiciário não têm competência para ordenar medidas de investigação nas instalações do Legislativo.


Os ministros do STF também rejeitaram a necessidade de autorização dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado para o cumprimento de mandados nas Casas.


Seis ministros votaram para transformar a autorização de operações policiais no Congresso em competência exclusiva do Congresso. São eles: Cristiano Zanin, relator da ação, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.


Para Zanin, a discussão envolve a preservação da independência e autonomia no exercício dos mandatos parlamentares.


“Ainda que a investigação não tenha como alvo direto o parlamentar, a apreensão de documentos, ou aparelhos eletrônicos dentro do Congresso, ou em imóvel funcional de parlamentar repercute, mesmo que indiretamente, sobre o desempenho da atividade parlamentar”, alegou o relator.


PEC da Blindagem


A análise ocorre em meio ao avanço da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados.


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 18, que os processos contra parlamentares em curso na Corte “seguirão o seu rumo”.


O comentário foi feito a jornalistas, ao ser questionado sobre a eventual aprovação da PEC da blindagem ou PEC das prerrogativas no Congresso Nacional.


“Seguirão o seu rumo, denúncia já recebida. A lógica que houve no passado inicialmente era de uma proteção bastante grande aos parlamentares. Se não houvesse licença, não havia processo. O que se verificou? Que, nesses… acho que foi de 1988 a 2001, 2002, a Câmara ou Senado nunca deram licença. Só… eu acho que em três casos foram dadas as licenças. Então, o próprio Congresso fez a autocorreção, introduzindo a possibilidade de suspensão dos processos. Portanto, é, se houver um abuso ou se entender que uma ação é abusiva, o Congresso, cada Casa, pode suspender.”

FONTE: O Antagonista

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