Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Brasília

01/10/2025 às 08h23

Redação

Campo Grande / MS

CCJ da Câmara aprova restrição a decisões monocráticas do STF
Projeto também restringe a possibilidade de acionamento da Corte caso haja questionamento sobre a constitucionalidade de leis e normas
CCJ da Câmara aprova restrição a decisões monocráticas do STF
Foto Arquivo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 30, um projeto de lei que limita as decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF).


O projeto também restringe a possibilidade de acionamento da Corte caso haja questionamento sobre a constitucionalidade de leis e normas.


Se não houver recurso para que o texto seja votado também no plenário da Câmara, ele segue para análise do Senado.


Proposto pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), o projeto foi relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP).


Justificativa


Segundo o texto, os ministros do STF deverão justificar a necessidade de uma decisão monocrática, além de submetê-la à análise do plenário automaticamente na sessão seguinte.


Caso não o façam, a decisão se tornará nula.


Condição para acionar o STF


Além disso, o projeto estabelece que somente partidos ou federações que tenham cumprido a cláusula de barreira possam ingressar no Supremo com ação direta de constitucionalidade (ADI), ação direta de inconstitucionalidade por omissão, ação declaratória de constitucionalidade, e arguição de descumprimento de preceito fundamental.


Atualmente, qualquer partido com representante eleito na Câmara ou no Senado pode acionar o STF com uma ADI.


“Esse é o momento. Primeiro, que o projeto já estava no conhecimento de todos, quando eu declarei aqui o voto, mas era muito importante nós aqui registrarmos que é um passo significativo que nós vamos dar. Poder harmonizar a relação entre os Poderes, criar as condições adequadas para que o Supremo Tribunal Federal possa ser chamado a falar de temas que são pertinentes a uma Suprema Corte e diminuir o número de legitimados que não têm condições de representar muitas vezes as causas que são solicitadas por ação de controle de constitucionalidade, transformando num grande mercado”, afirmou o deputado Alex Manente durante a sessão.


“Outro tema fundamental é que nós estamos finalizando algo que é muito criticado no país, que são as decisões monocráticas. As decisões monocráticas, agora, estão regularmente estabelecidas como uma obrigatoriedade de serem julgadas no próximo pleno. Ou seja, a validade é curta e a comprovação da necessidade e urgência será fundamental”, acrescentou.

FONTE: O Antagonista

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium