02/10/2025 às 10h18
Redação
Campo Grande / MS
Ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE, Eduardo Tagliaferro foi conduzido por policiais italianos a uma delegacia nesta quarta-feira (1).
Em entrevista ao programa “Paulo Figueiredo Show”, no YouTube, ele contou que a ação dos “carabinieri” ocorreu de forma calma e sem incidentes.
“Não foi nenhuma novidade para mim. A gente até fica um pouco ansioso quando chega um, no caso aqui um carabiniere, mas foi tudo conduzido na plena calma, na tranquilidade. É previsto. Do rito, a gente não consegue escapar. Na verdade, o rito correto na Itália. Não o rito virtual, o ‘magic’ rito do Alexandre de Moraes”, declarou.
Segundo Tagliaferro, ao chegar à delegacia foi “identificado, pediram meus passaportes, tanto o brasileiro quanto o italiano”.
Ele destacou ainda que os agentes “foram excelentes, foram cordiais, sem qualquer tipo de constrangimento na viatura. Falaram para mim que tinha algo do Brasil –eles também não sabiam– e era cumprimento de uma corte de Catanzaro [na Itália]”.
O ex-assessor disse que os policiais informaram que ele voltaria para casa logo em seguida: “falaram que era só para eu ser notificado e mais nada. Identificado, na verdade”.
De acordo com o advogado de Tagliaferro, Eduardo Kuntz, a condução serviu apenas para formalizar uma medida cautelar de restrição de circulação. “Ao chegar à delegacia, ele poderá tirar cópia de todos os documentos, tomar ciência da restrição e será reconduzido à sua residência”, afirmou.
Tagliaferro deixou o TSE em maio de 2023 após ser preso por violência doméstica. Em setembro de 2025, foi ouvido na Comissão de Segurança Pública do Senado, onde acusou Moraes de cometer uma “fraude processual gravíssima” durante a investigação contra oito empresários apoiadores de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Atualmente residindo na Itália, ele é alvo de pedido de extradição apresentado por Moraes após denúncia da PGR. O processo está vinculado à Pet 12936, originada no Inquérito 4972 em tramitação no STF.
A defesa afirmou que Tagliaferro foi “surpreendido ao ser procurado pela Polícia Italiana em sua residência, para tomar ciência da existência de um processo de extradição”.
FONTE: Fonte Poder360
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