Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Manchete

23/08/2017 às 13h36

Redação

Campo Grande / MS

Temer fala em zerar déficit público em até 7 anos
Temer fala em zerar déficit público em até 7 anos

O presidente Michel Temer voltou a defender o teto dos gastos ao dizer que pode levar até sete anos para zerar o déficit público.


"A previsão que fizemos é que vai levar tempo para zerar o déficit público. Quando falamos em 179 bilhões (de reais), 159 bilhões, estamos fazendo um déficit assustador. Não se resolve de um dia para o outro, vai se resolvendo ao longo do tempo", disse Temer durante evento do setor de aço, em Brasília.


"Queira Deus que possamos fazê-lo em cinco anos, seis anos, sete anos. Não vamos ter a ilusão de que em pouquíssimo tempo, em dois, três anos vamos resolver esse assunto", acrescentou.


Ao anunciar novas metas fiscais na semana passada, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que o país só deve conseguir superávit primário novamente em 2021.


Um dia após o governo anunciar a privatização da Eletrobras, Temer disse que o governo reformulou o modelo de concessões e deixou de lado "qualquer visão ideológica".


"Temos atraído investidores do Brasil e do mundo. Tiramos de lado qualquer visão idelógica, temos visão universalista das relações internacionais."


REINTEGRA


Temer admitiu que o governo pode atender o setor do aço e rever o Reintegra, programa que devolve às empresas 2 por cento do faturamento com exportações de manufaturados como compensação por impostos indiretos.


Em discurso durante a abertura da 28º Congresso Nacional do Aço, Temer afirmou que o governo é “sensível” ao tema e irá marcar uma reunião com a equipe econômica para ver o que seria possível fazer.


O programa tinha uma alíquota de 3 pontos percentuais no governo Dilma, mas foi reduzida a 0,1 por cento --o mínimo possível-- em 2016 sob a alegação de que o câmbio estaria favorável aos exportadores.


O governo chegou a considerar acabar com o Reintegra, admitiu o presidente, mas, sob pressão da indústria exportadora, manteve a alíquota em 2 por cento.


“Aqui me dirijo exatamente à questão referente ao Reintegra, sobre o qual já conversamos. As dificuldades atuais são muitas, como todos sabemos. A primeira ideia, alias, era até eliminar os 2 por cento, mas a ideia que prevaleceu foi manter os 2 por cento”, disse Temer.


“Mas ainda agora conversando, estamos ajustando uma conversa de todos com a área econômica do governo para verificar se é possível ainda alguma mudança em face do quanto aqui foi dito.”


Durante a abertura do Congresso, os empresários do setor reclamaram da competição com a China, que tem feito o Brasil perder espaço no mercado internacional.


Temer disse ainda que, na semana que vem, em sua viagem ao país asiático, irá tratar do tema.


“Levarei à China a nossa preocupação de que sua ação na venda do aço não pode prejudicar a competição internacional”, disse o presidente.


 

FONTE: Lisandra Paraguassu

Clique nas imagens abaixo para ampliar:
O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium