13/10/2025 às 09h57
Redação
Campo Grande / MS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta segunda-feira, 13, no Knesset, o Parlamento israelense, após o Hamas libertar os 20 reféns ainda vivos mantidos em Gaza.
Segundo Trump, este “não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte”.
“Este é o amanhecer histórico de um novo Oriente Médio”, acrescentou.
“É o início de uma grande concórdia e de uma harmonia duradoura para Israel e todas as nações do que em breve será uma região verdadeiramente magnífica”, continuou.
Trump disse ter resolvido “oito guerras em oito meses”. “Essa foi rápida, ontem eu dizia sete, agora eu digo oito guerras, porque os reféns estão de volta.”
‘O longo e doloroso pesadelo finalmente acabou’
“Os reféns estão de volta, é tão bom dizer isso”, disse Trump aos parlamentares israelenses.
“Agora, finalmente, não apenas para os israelenses, mas também para os palestinos e muitos outros. O longo e doloroso pesadelo finalmente acabou”, continuou.
Trump ainda atribuiu a paz ao fornecimento armas pelos EUA a Israel.
“Você as usou bem”, afirmou. “Tantos que Israel se tornou forte e poderoso, o que, em última análise, levou à paz. Foi isso que levou à paz.”
“Hamas será desarmado”
Trump prometeu no Parlamento israelense que os terroristas do Hamas serão desarmados.
“Em uma conquista sem precedentes, praticamente toda a região endossou o plano de que Gaza será imediatamente desmilitarizada, que o Hamas será desarmado e que a segurança de Israel não será mais ameaçada de nenhuma maneira, formato ou forma”, disse.
“Agora é hora de transformar essas vitórias contra terroristas no campo de batalha no prêmio máximo de paz e prosperidade para todo o Oriente Médio. Já passou da hora de vocês poderem desfrutar dos frutos do seu trabalho”, acrescentou.
Segundo o presidente americano, a escolha dos palestinos não poderia ser mais clara.
“Esta é a chance deles de abandonarem para sempre o caminho do terror e da violência. Tem sido extremo exilar as forças perversas do ódio que estão entre eles. E eu acredito que isso vai acontecer.”
Acordo de paz com o Irã?
Trump relembrou o ataque às principais instalações nucleares do Irã, o “maior patrocinador do terror”.
“Então, lançamos 14 bombas nas principais instalações nucleares do Irã, destruindo-as completamente. E isso foi confirmado e todos entendem.
Juntos, impedimos o maior patrocinador do terror de obter as armas mais perigosas do mundo.
Pensem: se não fizéssemos isso, e tivéssemos o mesmo acordo de hoje, haveria uma sombra sobre ele.
Primeiro, não aconteceria porque as nações árabes e muçulmanas não se sentiriam confortáveis em fazer o acordo atual. Certo? Se o Irã tivesse a arma nuclear que estavam a dois meses de conseguir.
Eles a teriam em dois meses, ou talvez menos. Eles estavam prestes a… Esta foi nossa última chance. Eles estudaram isso por 22 anos. Esta foi nossa última chance. Os pilotos me disseram isso. Disseram: ’22 anos, senhor, eles estudaram.’ Nossos antecessores analisaram, estudaram. Três vezes por ano, treinávamos esse ataque específico. E, cara, eles acertaram em cheio.
Mas imagine se não tivessem, e o Irã tivesse armas nucleares em larga escala. Não poderíamos estar aqui hoje.
Mesmo que assinássemos o acordo, o que não conseguiríamos fazer porque muitos não iriam querer ter algo a ver com isso… Removemos uma grande ameaça do Oriente Médio e de Israel.”
Trump afirmou ainda que “seria ótimo” fazer um acordo de paz com Teerã.
“Acho que eles querem, acho que estão cansados. Eles querem sobreviver. A última coisa que eles querem é começar a cavar buracos de novo em montanhas que acabaram de explodir”, disse.
Rússia
Segundo Trump, primeiro é preciso se concentrar na Rússia e acabar com a guerra na Ucrânia.
“Mas primeiro temos que resolver a Rússia. Temos que resolver isso. Se não se importa, Steve, vamos focar na Rússia primeiro. Tudo bem? Vamos resolver.”
O presidente então voltou a falar dos avanços contra o terror no Oriente Médio, destacando o enfraquecimento do grupo terrorista libanês financiado pelo Irã.
“No Líbano, a adaga do Hezbollah, antes na garganta de Israel, foi destruída. Meu governo apoia ativamente o novo presidente do Líbano em sua missão de desarmar as brigadas do Hezbollah. Ele está se saindo muito bem. E em criar um estado próspero, em paz com seus vizinhos, e sei que vocês são muito a favor disso. E, bem, coisas boas estão acontecendo lá, coisas realmente boas, e com o cessar-fogo desta semana, alcançamos o avanço mais difícil de todos. O avanço mais desafiador talvez de todos os tempos. Quer dizer, nunca vi nada parecido. Estive envolvido em muitos sucessos. Nunca vi nada como o que está acontecendo hoje em todo o mundo. As pessoas dançam nas ruas, não só em Israel. Dançam nas ruas de países que nunca teriam dançado pelo que está acontecendo hoje. Eles estão dançando nessas ruas.”
No discurso, Trump exaltou ainda sua equipe, citando o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine; o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o secretário de Estado, Marco Rubio; e seu ex-conselheiro sênior e genro (casado com sua filha Ivanka), Jared Kushner, que ajudou nas negociações sobre Gaza.
"Este é um general de verdade, não um general de televisão. Ele não quer aparecer na TV”, disse Trump sobre Caine.
“Sempre trazemos Jared quando queremos fechar o negócio”, acrescentou.
FONTE: O Antagonista
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