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Brasil

21/10/2025 às 07h56

Redação

Campo Grande / MS

Polícia vê conexões ao PCC de postos com bandeira Shell
Preso pela polícia é um dos maiores revendedores da Shell na América Latina
Polícia vê conexões ao PCC de postos com bandeira Shell
Foto Divulgação

A prisão de Jailson Couto Ribeiro na quinta-feira, 16, durante a Operação Primus, para desarticular organizações criminosas com atuação no setor de combustíveis, revelou que postos relacionados ao “PCC” atuavam com bandeira da Shell, empresa integrante da ONG Instituto Combustível Legal (ICL),


Jailson Jau, como é conhecido o suspeito preso na operação policial, é um dos maiores revendedores de combustíveis da Shell na América Latina, com cerca de 200 postos da bandeira, que no Brasil opera sob o controle da Raízen, de Rubens Ometto.


Segundo a Polícia Civil, a rede administrada por Jau faz parte do esquema criminoso que opera com adulteração e comercialização irregular de combustíveis e os postos seriam utilizados para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com conexões ao PCC, considerada a maior facção criminosa do país.


Natural de Iaçu (BA), Jailson Jau foi preso em um hotel de luxo na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina. Em Feira de Santana, onde é radicado, chegou a receber o título de cidadão honorário.


Jau também tem histórico político: disputou mandato de prefeito de Iaçu nos anos de 2020 e 2024. Em 2022, Jau também apoiou a candidatura do deputado federal Dal Barreto (União-BA), que foi alvo da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no último dia 14.


Nas redes sociais, o baiano Jau costumava ostentar viagens de luxo para destinos internacionais, como Itália, Luxemburgo, Emirados Árabes e Espanha, além de passeios pelo Brasil.


A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando R$6,5 bilhões, revelando a dimensão financeira da operação. Além de Jailson, outros cinco mandados de prisão foram cumpridos, sendo três na Bahia, um em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Mais de 170 policiais civis participaram da ação. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e mapear o fluxo de recursos que sustentava as atividades ilícitas do grupo.

FONTE: Diário do Poder

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