21/10/2025 às 16h03
Redação
Campo Grande / MS
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), afirmou nesta terça-feira, 21, que o Banco Central (BC) é o “mais duro do mundo” na condução da política monetária, em referência a um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“A inflação está se comportando cada vez melhor, e as projeções do mercado já apontam para um índice abaixo de 4% em 2027. O FMI disse que o Banco Central do Brasil é o mais hawkish, o mais duro do mundo. E o FMI sabe o que está falando. Historicamente, o nosso BC sempre foi duro, mas o atual é o mais duro do mundo, muito duro, é uma inflação que já está beirando a banda superior da meta, e você tem mais de 10% de juro real, então é duro mesmo, não é pouco o que está sendo feito”, disse à GloboNews.
O termo “hawkish”, usado por Haddad, se refere à postura mais agressiva de bancos centrais no combate à inflação, geralmente com manutenção de juros altos por períodos prolongados.
Ao ser questionado se a recente queda no preço da gasolina anunciada pela Petrobras poderia abrir espaço para uma queda na taxa Selic, Haddad disse que votaria a favor do corte: “Existem nove diretores que decidem isso. Se eu estivesse lá, eu teria essa opinião, de que está restritivo demais para as condições atuais. Tem economista com outra opinião, e ninguém sai xingando.”
Desde junho, a autarquia mantém a taxa em 15% ao ano, a maior desde 2006.
Haddad, porém, evitou criticar diretamente a atual diretoria do BC, comandada por Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula:
“É muito difícil julgar uma gestão que acabou de começar. Isso vale para a atual diretoria, que acabou de chegar com problemas graves para administrar. Mas, ao longo da história, o BC tem sido duro. Teve um período, quando o Ilan [Goldfajn] foi presidente, em que o BC foi muito sensível às teses que me são caras. Ali foi, e eu espero que essa gestão também seja”, afirmou.
Lula cobra redução
Lula voltou a cobrar uma redução na taxa de juros, a Selic, por parte do Banco Central (BC).
E aí, Haddad, cai nas nossas costas, porque o Banco Central vai precisar começar a baixar o juro, porque todo mundo sabe o que nós herdamos e todo mundo sabe que nós estamos preparando este país para ter uma política monetária mais séria”, afirmou Lula durante cerimônia de lançamento do programa Reforma Casa Brasil na segunda, 20.
FONTE: O Antagonista
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