13/11/2025 às 08h02
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (12), uma operação que investiga a atuação de uma ex-nora do presidente Lula (PT) e de um ex-sócio de um de seus filhos em um esquema de fraudes envolvendo o Ministério da Educação (MEC).
De acordo com a PF, Carla Ariane Trindade, que foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, e o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luiz, o Lulinha, teriam atuado em Brasília para liberar recursos públicos em favor da empresa Life Tecnologia Educacional.
A companhia é suspeita de fraudar licitações e desviar verbas destinadas à compra de kits e livros escolares para prefeituras do interior de São Paulo.
A Operação Coffee Break, autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas, cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços de Carla e Kalil. A Justiça também determinou a apreensão dos passaportes de ambos.
Segundo as investigações, a Life Tecnologia recebeu cerca de R$ 70 milhões de três prefeituras paulistas. Parte desse valor teria sido superfaturada e desviada para empresas de fachada. A PF afirma que o dono da Life, André Mariano, contratou Carla e Kalil para obter vantagens junto ao governo federal.
Em uma agenda apreendida com Mariano, conforme o jornal Estadão, o nome de Carla aparecia ao lado da palavra “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar dela com o presidente Lula. Mariano foi alvo de mandado de prisão na operação desta quarta.
Na decisão que autorizou a operação, a 1ª Vara Federal de Campinas destacou que há indícios de que Carla Ariane atuou dentro do governo federal em defesa de interesses privados do empresário investigado.
FONTE: Mael Vale
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