13/11/2025 às 11h12
Redação
Campo Grande / MS
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), elogiou nesta quinta-feira (13) a quarta fase da operação Sem Desconto, que resultou na prisão do núcleo principal responsável por descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. Um dos seis presos até o momento é Alessandro Stefanutto, ex-presidente da autarquia previdenciária.
"Hoje a operação colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios do INSS, da quadrilha que tomou de assalto as aposentadorias brasileiras", disse o parlamentar, em entrevista coletiva.
Viana destacou que os presos de hoje já vinham sendo monitorados e que aqueles que, durante a CPMI, haviam recebido habeas corpus para permanecer em silêncio agora deverão "revelar a verdade". "Estamos no caminho correto para oferecer uma resposta concreta à sociedade brasileira", afirmou.
Veja alguns dos alvos de nova fase da operação Sem Desconto:
O senador ressaltou que a operação é fruto da colaboração direta com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana disse que esteve reunido com o ministro na semana passada, mas não pode revelar detalhes sobre o conteúdo do encontro.
O presidente da CPMI rebateu as críticas de que a comissão seria inválida. "Não há registro histórico de uma comissão que tenha resultado em tantas prisões e que esteja apresentando resultados tão significativos", disse.
De intermediários a políticos: senador detalha três núcleos do esquema
Segundo o senador, há três níveis distintos de envolvimento no esquema: o terceiro escalão, formado por operadores e intermediários, a maioria detida nesta fase; o segundo escalão, composto por pessoas que se corromperam e atuaram em diferentes administrações; e o primeiro escalão, integrado por políticos e indivíduos que "auxiliaram, incentivaram ou indicaram servidores envolvidos" nos desvios.
Viana afirmou que este primeiro grupo passa agora a ser alvo das próximas operações e dos depoimentos que deverão ser prestados ao STF. Ele acrescentou que há outros parlamentares envolvidos e que novas delações estão sendo propostas.
De acordo com o senador, parte do dinheiro desviado foi guardada em espécie, "em algum lugar", o que ainda está sendo apurado pelos investigadores.
"O trabalho ainda não terminou. Daremos respostas contundentes ao povo brasileiro e, consequentemente, à Previdência", afirmou.
Ao final, Viana se dirigiu aos aposentados: "Concluiremos este trabalho com uma Previdência significativamente fortalecida e com os culpados devidamente responsabilizados".
FONTE: Gabriela Tunes
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