15/11/2025 às 08h16
Redação
Campo Grande / MS
Lula já está em campanha e nada o impedirá de fazê-la, mesmo a destempo, e sem qualquer receio do TSE ou de qualquer juiz de primeira instância.
Naturalmente e sem nenhum pudor e mais ainda, como dito acima, alheio a quaisquer intervenções jurídicas, usa a máquina pública – azeitada com o DNA petralha, praga que se alastrou no governo desde que obteve sua primeira vitória para presidir o país isso há vinte e dois anos.
Daquele período para cá, valeu-se de toda a gama de assistencialismo que o projetou para o segundo mandato, terceiro e quarto, por interposta pessoa – a Sra. Dilma, catapultada pelo escândalo das pedaladas fiscais, não suficientes para defenestrar com a jararaca que estava apenas trocando o coro.
Nesse interregno a direita teve um fôlego e com o mandato tampão do mordomo de castelo de terror, Sr. Michel, ascendeu um sujeito tosco, despreparado e distante dos rituais palacianos suficientes para imprimir uma respeitabilidade da grandeza do cargo há muito dessacralizada a contar da redemocratização.
No último pleito, todos vimos, restaurou-se o legado de odiosas disputas sacramentadas pela polarização burra que mais uma vez se prestou a bala de canhão para o ressurgimento do PT. A militância petista, alentada pela promessa de mais assistencialismo com os vales-votos, orquestraram com os artistas globais e o próprio grupo Globo, mais uma campanha vitoriosa da pseudodemocracia que se instalou neste atual governo desde de que retornou ao Planalto, saído do cárcere não por heroísmo, então fortalecido pela própria Justiça, seja a eleitoral e mesmo o STF, cooptando até mesmo a PGE e também, pela inércia e subserviência a outrora aguerrida OAB e, pasmem, a ABI, que no passado foi protagonista da verdade e hoje permanece muda, alheia, às narrativas da imprensa marrom que segue a cartilha do governo, com raras, raríssimas, exceções.
O aviso foi dado por ele mesmo e a pretensão é ilimitada. Lula só disputará as eleições com a certeza da vitória. Vamos aos fatos objetivos. O atual governo é um desastre. Nenhuma das promessas de campanha foram cumpridas. Não havia projeto de governo. Havia, pode-se dizer, a certeza da vitória com diversos atores agindo no mesmo sentido; o voto, naquele cenário, foi o que menos importou. No plano econômico fiscal o que tem relevância é o tarifaço imposto pelos EUA fundados em regramento ou fundamento político que resultou no impedimento de algumas autoridades de entrarem naquele país e outras restrições decorrentes da Lei Magnitsky, instrumento de que se vale os EUA para punir sujeitos que atuam em desfavor da democracia, seja por corrupção e violações de direitos humanos.
No Brasil a corrupção tem chancela vazada em ordenamento externo, mas é invisível às autoridades brasileiras, desde o CNJ, STF, TCU e outras instituições, ora subservientes ao dono do poder.
Diante de todo o cenário, Lula tratou de determinar sigilo centenário em seus desvios e mais, também dos desvios perpetrados pela sua consorte, cujo relacionamento se consolidou na prisão quando ali esteve por quase dois anos condenado que foi pelos escândalos da Lava Jato.
Lula tem 80 anos, já não é mais uma idade em que se possa fazer muitos planejamentos por melhor saúde que se tenha. No passado, sabe-se, Lula flertou com álcool e tabaco, ingredientes nada saudáveis e que revelam seus reflexos ao longo dos anos. Aqui não se trata de etarismo, mas basta que se converse com qualquer geriatra e mesmo com qualquer idoso – para a justiça, super idoso – que se sabe das limitações impostas pelo tempo. Por outra via, projetando um futuro breve, ao término de seu mandato, se assim o for, terá 85 anos e, convenhamos, imune a quaisquer responsabilidades que se lhe atribua em razão de seus atos no exercício do governo. Neste sentido, seus adversários políticos têm o dever de alertar isso aos eleitores sob pena de serem coniventes com um desastre ainda maior que poderá acontecer, salvo se se contrariar todas as estatísticas médicas e políticas para situações de tal natureza; exemplo recente tivemos com o Sr. Biden nos EUA, todos acompanharam isso e lá há um mecanismo que diante de tal situação ordinariamente o Presidente é afastado sob o risco de cometer asneiras graves, embora as aqui cometidas, mesmo sem tal fator, nada importam, sobretudo aos pares.
A disputa, sob essa ótica, não me parece que será muito acirrada. Perpetuada a vingança, Bolsonaro preso, a direita comprometida com o toma lá dá cá, vide o exemplo da recondução do PGR com votos do Centrão, desunida, não há nome que faça jus a derrota de Lula na eleição de 2026, amparado pelos 94 milhões de brasileiros no vale-voto e ainda pela militância sectária e mais ainda apoiado pela elite brasileira que Lula ataca e convive mais intimamente, ele e a deslumbrada Janja, imunes e distantes da patuleia que o aplaude e ao longo dos mais de vinte anos de ditadura nunca avançou um milímetro que seja na escala social. Estes, por mais fé que tenham, vivem invocando Deus seja pelas agruras da vida e do governo e política que elegem, mas adoram e têm como líder o diabo.
FONTE: André Braga
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