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Internacional

16/11/2025 às 10h02

Redação

Campo Grande / MS

Maduro ordena “mobilização permanente” em seis estados da Venezuela
Ditador pede que civis e militares se mantenham nas ruas com “fervor patriótico” para enfrentar o que chamou de “barcos imperialistas”
Maduro ordena “mobilização permanente” em seis estados da Venezuela
Foto arquivo

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (foto), convocou neste sábado, 15, uma mobilização permanente nas seis regiões orientais do país após a decisão dos Estados Unidos de retomar exercícios militares em Trinidad e Tobago.


Durante um ato político em Caracas, Maduro pediu que “todas as forças populares, sociais, políticas, militares e policiais” se mantenham nas ruas, com “fervor patriótico”, para enfrentar o que chamou de “barcos imperialistas” e “ameaças militares”.


Ele afirmou que as atividades americanas em águas trinitárias representam “exercícios irresponsáveis”.


O regime chavista quer concentração especial nos estados de Bolívar, Delta Amacuro, Monagas, Anzoátegui, Nueva Esparta e Sucre, este último perto da ilha de Trinidad.


Maduro orientou atuação conjunta das bases civis e das forças armadas “com a bandeira da Venezuela em alto”.


Trinidad e Tobago


Ao criticar o governo trinitário, o líder venezuelano afirmou: 


“O governo de Trinidad e Tobago anunciou novamente exercícios irresponsáveis, cedendo suas águas em frente à costa do Estado de Sucre para exercícios militares que pretendem ser ameaçadores para uma república como a Venezuela, que não se deixa ameaçar por ninguém. (…) O povo de Trinidad e Tobago verá se continua suportando que utilizem suas águas e suas terras para ameaçar gravemente a paz do Caribe.”


No discurso, Maduro voltou-se contra Washington:


"O governo dos Estados Unidos pretende bombardear e invadir um povo cristão, o nosso povo, o que é isso? (…) vocês querem vir matar um povo cristão aqui na América do Sul?”, questionou.


A movimentação ganhou força após o ministro de Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, Sean Sobers, confirmar que a Marinha dos Estados Unidos permanecerá no arquipélago para novos exercícios com a Força de Defesa Trinitária.


Caracas está há três meses em estado de mobilização militar e alega enfrentar uma “ameaça” direta dos Estados Unidos desde o aumento da presença naval e aérea americana no Caribe.


O chavismo acusa Washington de tentar “desencadear ações violentas e semear um conflito” por meio da operação ‘Lança do Sul’, voltada ao combate ao narcotráfico.


Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump disse que “de certo modo” já tomou uma decisão sobre os próximos passos em relação à crise venezuelana.


“Não posso dizer qual é, mas avançamos muito com a Venezuela no que diz respeito a deter o fluxo de drogas.”


USS Gerald R. Ford


O USS Gerald R. Ford entrou na terça, 11,  na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM), zona que abrange a América Latina.


A chegada do grupo naval ocorre após o secretário de Guerra ter determinado que o porta-aviões apoiasse a diretriz do presidente Trump de desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais e combater o narcoterrorismo.


O grupo de ataque do USS Gerald R. Ford conta com mais de 4 mil marinheiros e dezenas de aeronaves táticas a bordo.

FONTE: O Antagonista

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