19/11/2025 às 09h26
Redação
Campo Grande / MS
O rover Perseverance, da NASA, que explora Marte há mais de cinco anos, capturou imagens e coletou dados de uma rocha com características incomuns no planeta vermelho. Batizada de Phippsaksla, essa pedra de aproximadamente 80 centímetros apresenta uma composição rica em ferro e níquel, elementos típicos de meteoritos, o que levanta a hipótese de que ela não seja nativa de Marte.
A descoberta na região Vernodden, dentro da cratera Jezero, Phippsaksla chama atenção pela sua forma distinta e tamanho maior que as outras pedras ao redor. A análise química feita com instrumentos avançados do rover, como o SuperCam, confirmou a abundância desses metais, indicando que essa rocha poderia ter se originado do núcleo de um grande asteroide que colidiu com Marte bilhões de anos atrás.
Conforme informação divulgada, a presença de meteoritos de ferro-níquel em Marte não é inédita, porém, é a primeira vez que o Perseverance encontra um exemplar assim. A descoberta reforça o papel da missão em ampliar nosso entendimento sobre a história geológica e o ambiente marciano.
Características únicas de Phippsaksla e método de análise do Perseverance
A rocha Phippsaksla se destaca não apenas pelo tamanho, mas pelo formato aparentemente esculpido e sua composição incomum. O rover utilizou sua câmera Mastcam-Z para registrar imagens de alta resolução, que mostram detalhes da superfície da pedra e sua proximidade com o solo marciano.
Para confirmar a composição, foi empregada a tecnologia do SuperCam que, por meio de lasers e espectrômetros, identifica os diferentes elementos químicos presentes. A alta concentração de ferro e níquel sugere que a rocha é um fragmento metálico, típicos de meteoritos vindos do interior de asteroides massivos formados na juventude do Sistema Solar.
Importância da descoberta para a exploração marciana e futuras missões
Essa achado traz mais pistas sobre como o planeta vermelho foi impactado por objetos espaciais ao longo de sua história. Descobrir meteoritos em Marte ajuda os cientistas a entender a dinâmica do sistema solar e a história dos impactos cósmicos, que também influenciaram a Terra.
Além disso, o Perseverance é equipado com uma broca que permite coletar amostras das rochas encontradas. Essas amostras podem ser armazenadas para serem trazidas à Terra em futuras missões, o que facilitará estudos mais detalhados em laboratórios avançados.
O legado do Perseverance e o futuro da exploração em Marte
Desde que aterrissou no planeta vermelho em fevereiro de 2021, Perseverance tem registrado inúmeros avanços. A missão já percorreu áreas antigas de lagos secos, capturou imagens inéditas de vulcões e identificou minerais que indicam ambientes favoráveis à vida no passado.
Sem prazo determinado para o fim da missão, o rover continuará explorando Marte em busca de descobertas únicas. A identificação de Phippsaksla destaca a capacidade de Perseverance de nos revelar pedaços de história cósmica e amplia nosso conhecimento sobre a composição de Marte e a influência de asteroides.
Com cada nova rocha investigada, o Perseverance reforça seu papel como pioneiro na busca por respostas sobre a formação e evolução do planeta vermelho, contribuindo para que futuras missões possam entender melhor nosso vizinho espacial.
FONTE: Jeferson Silva
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