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Política

01/12/2025 às 09h55

Redação

Campo Grande / MS

Governo Lula “quer submissão, não diálogo”, diz líder do PL
"Quando o Senado cobra respeito, é porque o Executivo ultrapassou todos os limites", afirmou Sóstenes Cavalcante em meio à insatisfação pública de Davi Alcolumbre com o Planalto
Governo Lula “quer submissão, não diálogo”, diz líder do PL
Foto arquivo

Em meio à insatisfação pública do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o Palácio do Planalto, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou no domingo, 30, que o governo Lula “quer submissão, não diálogo”.


“Quando o Senado cobra respeito, é porque o Executivo ultrapassou todos os limites. A nota do presidente Davi Alcolumbre expôs o que o Planalto tenta esconder há meses: interferência, pressão e desprezo pela independência entre os Poderes.


O governo quer mandar no Senado, impor cronograma e ainda culpar terceiros por sua própria bagunça interna. Não respeita aliados, não respeita ritos, não respeita a Constituição. Quer submissão, não diálogo.


Apoio a firmeza do presidente do Senado. Basta de governo que humilha, que ignora protocolos e que tenta transformar sua desordem em crise institucional alheia”, escreveu Sóstenes no X.


Alcolumbre e o governo Lula


Davi Alcolumbre divulgou uma nota no domingo, 30, para reagir à demora do governo Lula em indicar formalmente Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).


O presidente do Senado disse que “é nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas”.


“Feita a escolha pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal”, reclamou Alcolumbre.


Alcolumbre marcou para 10 de dezembro a sabatina do advogado-geral da União no Senado, um gesto interpretado como tentativa de dificultar a aprovação de Messias.


O governo Lula, por sua vez, tenta ganhar tempo, e não enviou ao Senado a mensagem necessária para encaminhar a sabatina.


 Além de Alcolumbre, boa parte do Senado preferia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o STF.

FONTE: O Antagonista

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