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Brasil

07/12/2025 às 21h23

Redação

Campo Grande / MS

“Extremamente grave”, diz TI Brasil sobre viagem de Toffoli em jatinho de empresário
Ministro do STF foi a Lima em jato privado com advogado do caso Master
“Extremamente grave”, diz TI Brasil sobre viagem de Toffoli em jatinho de empresário
Foto arquivo

A Transparência Internacional – Brasil criticou neste domingo, 7, o Supremo Tribunal Federal (STF) após a revelação de que o ministro Dias Toffoli (foto) viajou a Lima, no Peru, em um jato particular ao lado de um advogado envolvido no caso Master — investigação que está sob sua supervisão. 


Em nota publicada nas redes sociais, a entidade classificou a situação como “extremamente grave” e apontou que práticas desse tipo corroem a credibilidade do Judiciário.


"O lobby judicial se tornou uma pandemia no Brasil e os maiores responsáveis são juízes do STF, que se regalam de favores escusos e desmoralizam a Justiça.


Autoproclamados defensores da democracia, ministros nutrem o autoritarismo ao destruírem a credibilidade do tribunal constitucional brasileiro.


Sob a recém-empossada presidência do ministro Edson Fachin, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de criar um Observatório da Transparência e Integridade no Poder Judiciário. É fundamental que este Observatório observe os exemplos nefastos que vêm de cima – e os coíba.”


Segundo revelou a coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, a viagem ocorreu em 28 de novembro, um dia depois de Toffoli receber o caso Master no STF.


O retorno ao Brasil aconteceu dois dias depois, num domingo. A comitiva viajou em aeronave do empresário Luiz Osvaldo Pastore, durante a final da Taça Libertadores.


Além de Toffoli, o jatinho levava mais de dez passageiros, entre eles o ex-secretário Nacional de Justiça Augusto Arruda Botelho, amigo do dono da aeronave e advogado de um dos diretores do Master.


A presença de Arruda Botelho chama atenção porque foi justamente um recurso apresentado por ele, em defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master, que levou Toffoli a liberar acesso a todas as provas já produzidas pela Polícia Federal e consideradas de interesse do cliente.

FONTE: O Antagonista

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