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13/12/2025 às 10h10

Redação

Campo Grande / MS

Toffoli proíbe acesso da CPMI a dados de Vorcaro e do Master
Senador Carlos Viana pergunta "o que se tenta ocultar" e acha a decisão nova interferência externa na investigação da comissão de inquérito
Toffoli proíbe acesso da CPMI a dados de Vorcaro e do Master
Foto arquivo

O ministro do STF Dias Toffoli, em decisão que provoca espnto e indignação entre parlamentares, proibiu nesta sexta-feira (12) que sejam entregues a CPMI que investiga o roubo aos aposentados e pensionistas  os documentos relacionados a quebras de sigilos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.


A medida lembra frase recorrente do ministro aposentado Marco Aurélio Mello, para quem o STF vive “tempos muito estranhos”.


O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), considerou a decisão de “estranha” e “grave”. “Sempre que se afasta da CPI o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar”.


Para Viana, cuja atuação na CPMI tem sido muito elogiada, a retirada dos documentos da CPI, além de enfraquecer a investigação, “cria um precedente extremamente perigoso de interferência externa” em um instrumento do Parlamento.


De acordo com a decisão, os relatórios de informações fiscais, bancárias e telemáticas do empresário investigado deverão ser entregues ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


Toffoli determinou, sem explicar seus motivos, que os documentos deverão ficar sob a guarda de Alcolumbre até ”posterior deliberação pelo STF”, segundo a decisão de Toffoli.


Alcolumbre tem sido um dos beneficiados pelo empenho do Palácio do Planalto de blindar figurões da República na investigação da CPMI.


A tentativa de convocar o ex-braço direito de Alcolumbre, acusado de receber R$3 milhões de empresário ligado a Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, foi barrado pela bancada governista.


A quebra de sigilos e a convocação de Vorcaro para depor foram aprovados pela CPMI do INSS na sessão do último dia 4, para esclarecer a atuação do Master em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.


A decisão de Toffoli foi tomada em uma reclamação que pedia a anulação das quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal de Vorcaro e outros investigados que foram aprovadas pela CPI. Mas ninguém pode saber nem sequer o nome do advogado que apresentou a reclamação: Toffoli decretou “sigilo máximo” para todas as informações relativas ao caso.


O jornal O Globo revelou há dias que Toffoli viajou para Lima, no Peru, em um avião privado no qual também estava um dos advogados do caso Master.


Nos dias seguintes, o ministro colocou o processo sob “sigilo máximo”.

FONTE: Diário do Poder

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