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Brasil

14/12/2025 às 19h57

Redação

Campo Grande / MS

Manifestante picha estátua durante ato da esquerda em BH
Parlamentares criticam projeto de Lei da Dosimetria já aprovado na Câmara
Manifestante picha estátua durante ato da esquerda em BH
Foto Reprodução/Redes Sociais

Uma manifestante foi flagrada pichando uma estátua durante um ato organizado por movimentos de esquerda contra o Projeto de Lei da Dosimetria, realizado na Praça da Estação, região central de Belo Horizonte, capital mineira.


O memorial atingido foi o Monumento à Terra Mineira, patrimônio público localizado na praça.


Nas imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver palavras de ordem pichadas na estátua, como “demarcação” e “Brasil, terra indígena”, frases associadas à defesa dos direitos dos povos indígenas.


O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) reagiu ao episódio, destacando a contradição do ato: a manifestante protestava contra um projeto de lei que reduz a pena de pessoas presas por sujar ou depredar monumentos públicos, justamente enquanto cometia esse tipo de infração.


“Em manifestação em BH contra o PL que reduz as penas dos perseguidos políticos do 8 de janeiro, mulher vestida de indígena vandaliza o monumento principal da praça pichando palavras de ordem. A ironia é escancarada: ela protesta contra um projeto que diminui a pena de pessoas presas por sujar monumentos… fazendo exatamente isso — e de forma ainda mais grave”, escreveu o parlamentar.


O deputado federal André Fernandes (PL-CE) comentou o episódio e fez uma referência indireta ao caso de Débora Rodrigues dos Santos.


Em abril deste ano, Débora foi condenada a 14 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede da Corte.


A condenação incluiu os crimes de deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada. Ao comentar o caso, Fernandes criticou o que classificou como tratamento desigual em episódios de vandalismo político.


“Como o vandalismo da esquerda foi com tinta, eles vão falar que foi legítimo. Se fosse com um batom, era ataque à democracia”, afirmou o parlamentar.

FONTE: Mael Vale

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