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Brasil

30/12/2025 às 08h16

Redação

Campo Grande / MS

Tesouro vai monitorar recuperação dos Correios após empréstimo bilionário
Secretário Rogério Ceron afirma que Tesouro Nacional acompanhará rigorosamente a estatal para assegurar saneamento financeiro
Tesouro vai monitorar recuperação dos Correios após empréstimo bilionário
Foto Reprodução/Redes Sociais

O Tesouro Nacional continuará de olho na saúde financeira dos Correios após a estatal firmar um financiamento de R$ 12 bilhões com um grupo de cinco instituições bancárias.


A declaração foi feita nesta segunda-feira (29) pelo secretário Rogério Ceron, que destacou a importância da operação para a estabilidade da empresa nos próximos 24 meses.


O acordo conta com a garantia da União, assegurando que o governo federal assumirá as parcelas caso a estatal não consiga honrar os compromissos.


Durante a apresentação do balanço fiscal de novembro, Ceron ressaltou que o suporte do governo foi decisivo para baratear o crédito.


Segundo o secretário, a chancela do Tesouro permitiu obter taxas mais baixas, resultando em uma redução de aproximadamente R$ 5 bilhões em despesas com juros ao longo da transação.


“É algo que vamos acompanhando de perto. A primeira etapa foi feita. Foi uma operação muito bem sucedida, agora é acompanhar bem próximo para garantir que eles façam esse processo de reestruturação”


O projeto de recuperação dos Correios é ambicioso e estima uma necessidade total de R$ 20 bilhões para consolidar o reequilíbrio das contas.


Com o contrato de R$ 12 bilhões já formalizado, a empresa ainda precisa viabilizar outros R$ 8 bilhões. O planejamento prevê que a definição sobre como esse montante remanescente será obtido ocorrerá apenas em 2026.


Caso a opção seja pelo aporte governamental, os recursos devem ser transferidos para a estatal até o ano de 2027. O objetivo central é dar fôlego ao fluxo de caixa da empresa enquanto o processo de saneamento administrativo e operacional é executado sob a supervisão da equipe econômica.


A utilização da garantia federal é uma ferramenta estratégica que reduz o risco de crédito percebido pelos bancos privados.


Ao transferir a responsabilidade final para a União, as condições de pagamento tornam-se consideravelmente mais favoráveis do que as encontradas por empresas em crise no mercado comum.


Contudo, essa modalidade vincula diretamente o desempenho da estatal ao balanço fiscal do governo, o que justifica o monitoramento intensivo prometido por Ceron para evitar que a dívida acabe sobrecarregando o orçamento público nos próximos anos.

FONTE: Davi Soares

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