31/12/2025 às 12h31
Redação
Campo Grande / MS
Foram tantas graves denúncias em torno dos poderosos este ano, que 2025 terá de ser lembrado como o retorno dos escândalos em série no País.
O ano mal havia começado e um ministro petista pediu para sair acusado de usar verba pública para ajudar uma fazenda da família. Foi só um gostinho.
O prato principal foi servido na forma da fraude ao INSS, que tungou ao menos R$10 bilhões dos aposentados, o maior roubo da História do Brasil, maior até que o famoso Petrolão, desvendado pela Lava Jato, também enterrada este ano.
Isso sem nem entrar nos empréstimos consignados, universo de R$90 bilhões. Foram tantos os enrolados nessa avalanche, que até Lulinha, filho do presidente, voltou às manchetes acusado de receber mesada de R$300 mil do operador do esquema.
Pouquíssimo tempo depois, o liquidado Banco Master revelou ligações da mais alta cúpula do Judiciário com interesses nada republicanos.
Mas, para Paulo Gonet, novo Engavetador-Geral da República, não há nada demais. Surpresa zero.
O troféu vai para o Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2025 não parou de demonstrar seu desapreço pelo Congresso Nacional, que, sem reagir, viu suas prerrogativas e decisões anuladas em escala industrial.
Antes desconhecido, Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, emergiu das profundezas do submundo da corrupção para boiar em águas revoltas, como personagem-símbolo do roubo bilionário aos velhinhos do INSS.
Para Eduardo Tagliaferro, ex-assessor que denunciou abusos do ministro Alexandre de Moraes e acabou experimentando o inferno com o qual colaborou, agora acusado de participar da suposta “tentativa de golpe”.
Para a advertência dos brasileiros de bem de que não tinha o menor perigo de dar certo a escandalosa decisão do STF autorizando ministros a julgarem processos de interesse de seus próprios familiares.
FONTE: Tiago Vasconcelos
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