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05/01/2026 às 12h08

Redação

Campo Grande / MS

Esqueleto sem cabeça revela cremação mais antiga da África
Cremação não era comum na Idade da Pedra
Esqueleto sem cabeça revela cremação mais antiga da África
Foto arquivo

Uma descoberta arqueológica no Malawi está levando pesquisadores a revisar o que se sabia sobre rituais funerários em comunidades pré-históricas. Um estudo publicado na revista Science Advances aponta que um grupo de caçadores-coletores da Idade da Pedra cremou propositalmente o esqueleto de uma mulher, há cerca de 9.500 anos.


 

A prática de cremação é considerada extremamente rara nesse tipo de sociedade devido ao alto custo de trabalho e de recursos naturais envolvidos.


Segundo os pesquisadores, trata-se da evidência mais antiga de cremação intencional já identificada na África, além da pira funerária ‘in situ’ mais antiga do mundo dedicada a adultos.


Os restos carbonizados foram encontrados no local de cremação, chamado de Hora 1, que fica no Monte Hora, em Malawi. A análise dos ossos e cinzas indicou que a pessoa homenageada era uma mulher adulta de baixa estatura, com altura estimada entre 1,45 e 1,55 metro. O ritual aconteceu há cerca de 9.500 anos, em uma pira construída com 30 quilos de madeira e capim seco.


Um dos fatores que chamou atenção no achado é que a mulher cremada provavelmente teve a carne removida antes de ser colocada na pira funerária. Os restos carbonizados também não tinham dentes ou ossos do crânio, que costumam ser preservados mesmo com o fogo. A pesquisa indica que a cabeça dela pode ter sido removida antes do ritual.


Cremação mais antiga já registrada na África


Segundo os pesquisadores, trata-se da evidência mais antiga de cremação intencional já identificada na África, além da pira funerária ‘in situ’ mais antiga do mundo dedicada a adultos.


Os restos carbonizados foram encontrados no local de cremação, chamado de Hora 1, que fica no Monte Hora, em Malawi. A análise dos ossos e cinzas indicou que a pessoa homenageada era uma mulher adulta de baixa estatura, com altura estimada entre 1,45 e 1,55 metro. O ritual aconteceu há cerca de 9.500 anos, em uma pira construída com 30 quilos de madeira e capim seco.


Um dos fatores que chamou atenção no achado é que a mulher cremada provavelmente teve a carne removida antes de ser colocada na pira funerária. Os restos carbonizados também não tinham dentes ou ossos do crânio, que costumam ser preservados mesmo com o fogo. A pesquisa indica que a cabeça dela pode ter sido removida antes do ritual


Não se sabe o que aconteceu com a cabeça.

FONTE: Vitoria Lopes Gomez

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