09/01/2026 às 11h35
Redação
Campo Grande / MS
Como a memória e o martírio de Marielle Franco perderam relevância para Lula e o PT, sua irmã Anielle Franco foi “estimulada” a sinalizar intenção de pedir demissão do cargo de ministra da Igualdade Racial, para o qual foi convidada quando o parentesco ilustre ainda rendia proveitos eleitorais.
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal apontaram como mandantes do crime irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, que, apesar de filiados ao União Brasil, são velhos apoiadores de campanhas do PT no Rio de Janeiro.
O crime vitimou também o motorista Anderson Gomes.
Após a prisão dos acusados, os petistas já não poderiam insinuar que o crime “foi coisa de Bolsonaro” e Anielle perdeu relevância política, por isso encontrou a saída honrosa de disputar mandato de deputada federal pelo PT-RJ.
O anúncio oficial da sua saída definitiva do governo deve ocorrer próximo ao prazo legal, abril, seis meses antes do pleito.
“Vou alinhar os detalhes com o presidente Lula para definir os próximos passos”, disse a ministra, tentando fazer acreditar que é sua a decisão. Mas o “estímulo” do Planalto para que ela fizesse o anúncio foi confirmado por fontes do governo.
Quanto à escolha de quem a vai substituir no cargo, a ministra declarou a obviedade de que a escolha será de Lula e que não cabe a ela indicar nomes para assumir a pasta.
FONTE: Diário do Poder
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