09/01/2026 às 11h58
Redação
Campo Grande / MS
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam recomendado a Lula (PT) não desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a alegação que isso poderia “enfraquecer” a atuação federal, quando na verdade o que se busca é evitar o enfraquecimento do colega aposentado Ricardo Lewandowski, que teria decidido pedir demissão ao ser comunicado da intenção do chefe de governo de promover o desmembramento. As críticas mais fortes à atuação do demissionário são exatamente na área de segurança pública.
A divisão da pasta para recriação do Ministério da Segurança Pública, que deixou legado importante no governo Michel Temer, é uma recomendação de especialistas e solicitada por todos os secretários estaduais de Segurança Pública, em decisão unânime do seu conselho nacional, o Conesp, presidida pelo delegado federal Sandro velar, secretário do governo de Ibaneis R0cha (MDB).
Lewandowski, que anunciou sua demissão alegando motivos “pessoais e familiares”, na verdade se demitiu diante do iminente fatiamento do seu ministério. Na avaliação dele, segundo fontes próximas ao Planalto, isso enfraqueceria muito a sua atuação. Ele não reconhece que fracassou nessa área, sempre apresentando propostas que motivaram críticas de quem entende do assunto, do projeto “Pena Justa”, propondo medidas em benefício dos poucos bandidos que o País consegue prender.
A pressão para impedir a separação e principalmente a saída de Lewandowski, segundo fontes do governo, estaria sendo capitaneada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, e com a participação de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
FONTE: Diário do Poder
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