10/01/2026 às 20h54
Redação
Campo Grande / MS
Nicolás Maduro (à direita na foto) foi capturado pelas forças americanas há exatamente uma semana, e Lula (à esquerda na foto) ainda não mencionou publicamente o nome do ex-ditador da Venezuela, seu aliado histórico.
O presidente brasileiro, que ajudou a consolidar o poder do falecido Hugo Chávez e se comportou de forma dúbia na última fraude eleitoral de Maduro, tem apelado para o discurso oportunista da soberania e do direito internacional, que não usou ao tratar da invasão da Ucrânia pelos russos.
Um dos episódios mais infames do terceiro mandato do petista ocorreu logo no primeiro ano de governo, quando Lula recebeu Maduro com pompas de chefe de Estado em Brasília e desdenhou das denúncias de violação de direitos humanos contra o regime bolivariano.
Voltou a circular, em vídeo, o discurso de Lula à época, no qual ele disse o seguinte:
“Eu acho, companheiro Maduro, que é preciso, você sabe, a narrativa que se construiu contra a Venezuela, né? Da antidemocracia, do autoritarismo, sabe? Então, eu acho que cabe à Venezuela mostrar a sua narrativa para que possa efetivamente fazer as pessoas mudar de opinião. Eu vou em lugar [em] que as pessoas nem sabem aonde (sic) fica a Venezuela, mas sabe que a Venezuela tem problema da democracia, que o governo não sei das quantas… Então, é preciso que você construa a sua narrativa. Eu acho que, por tudo que nós conversamos, a sua narrativa vai ser infinitamente melhor do que a narrativa que eles têm contado contra você. É efetivamente inexplicável um país ter 900 sanções porque o outro país não gosta dele. É inexplicável.”
Inexplicável é o apoio de Lula não apenas a Chávez, mas principalmente a Maduro, que já assumiu o comando da Venezuela, em 2013, há mais de 10 anos, numa condição de opressão absoluta.
O silêncio do petista é a prova disso. Pesquisa da Datrix mostrou que a imagem de Lula foi arranhada pela captura de Maduro mesmo em defesa aberta do petista, e o Lulômetro, parceria de O Antagonista com a Realtime Big Data, mostrou queda na aprovação do presidente.
O mesmo Lula que silencia sobre o ditador venezuelano reuniu seus poucos aliados em Brasília na quinta-feira, 8, para fingir que se preocupa com a democracia e as instituições da República.
Na verdade, o discurso sobre o 8 de janeiro de 2023 serve apenas como bandeira eleitoral contra a família Bolsonaro, que lhe estende a mão ao tentar sobreviver politicamente após a prisão do patriarca.
Hoje, o silêncio de Lula diz muito mais do que qualquer de seus discursos.
FONTE: Rodolfo Borges
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