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13/01/2026 às 12h31

Redação

Campo Grande / MS

Moraes avalia abertura de mais um inquérito
Ministro quer apurar uma suposta violação de sigilo fiscal de integrantes da Corte
Moraes avalia abertura de mais um inquérito
Foto arquivo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estuda a abertura de um inquérito para apurar uma suposta violação de sigilo fiscal de integrantes da Corte, supostamente realizada pela Receita Federal e pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).


De acordo com reportagem do portal Poder360, a suspeita pode envolver pelo menos dois ministros, embora a preocupação seja generalizada em relação a todos.


Segundo informações preliminares, a quebra de sigilo teria ocorrido de ‘forma irregular’. Apenas servidores do governo federal que atuam na Receita e no Coaf têm acesso aos sistemas, e todas as consultas são registradas por meio de senhas individuais.


Moraes, que ocupa atualmente a vice-presidência do STF, assumiu o plantão judiciário na segunda-feira (12), passando também a presidir o tribunal interinamente e podendo assinar decisões e despachos urgentes durante o recesso, que vai até 31 de janeiro.


Nos últimos dias, reportagens na imprensa divulgaram dados pessoais de ministros e familiares. No caso de Alexandre de Moraes, foram revelados detalhes sobre o contrato de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, totalizando R$ 131,3 milhões em três anos.


Embora o documento em si não contenha informações sigilosas, houve exposição de dados sobre o funcionamento financeiro do escritório que poderiam ter origem em consultas ilegais do Coaf ou da Receita Federal.


No caso do ministro Dias Toffoli, a imprensa trouxe informações sobre negócios familiares que também envolveriam operações financeiras acessíveis apenas por meio desses órgãos.


Até o momento, não há confirmação sobre a quebra de sigilo, mas uma corrente dentro do STF defende a abertura de um inquérito para esclarecer os fatos.


A Receita Federal é chefiada por Robinson Barreirinhas, subordinado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Já o Coaf, vinculado administrativamente ao Banco Central, é comandado pelo delegado da Polícia Federal Ricardo Andrade Saadi, com supervisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo.


Todas essas reportagens surgiram no contexto do caso do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, reacendendo debates sobre proteção de dados e limites do controle financeiro envolvendo autoridades públicas. E mais: Apresentador da Band detona silêncio de dois Ministros do STF.


Fonte: Poder360

FONTE: Direita Online

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