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Brasil

17/01/2026 às 08h27

Redação

Campo Grande / MS

Correios buscam novo socorro bilionário em ano eleitoral
A ideia é obter recursos por meio de um novo empréstimo ou de um aporte direto da União
Correios buscam novo socorro bilionário em ano eleitoral
Foto arquivo

Em pleno ano eleitoral, os Correios já iniciaram articulações para levantar R$ 8 bilhões adicionais até julho e viabilizar plano de reestruturação. A ideia é obter os recursos por meio de um novo empréstimo ou de um aporte direto da União, segundo reportagem da Folha.


A empresa calcula que os R$ 12 bilhões contratados no fim de 2025 com cinco bancos — entre eles Banco do Brasil e Caixa — sustentam o caixa apenas até meados deste ano.


Segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo jornal paulistano, a solução precisa ser rápida para evitar um aperto no caixa durante a campanha, o que daria munição para adversários do governo Lula.


O plano de reestruturação prevê um custo total de R$ 20 bilhões, destinados à regularização de dívidas, ao financiamento de ajustes internos — como mudanças no plano de saúde e incentivos ao PDV — e à manutenção das obrigações correntes. 


Do empréstimo já fechado, R$ 10 bilhões entraram no caixa em 2025, e outros R$ 2 bilhões devem ser repassados até o fim de janeiro.


Em dezembro, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou publicamente que a empresa ainda precisaria de R$ 8 bilhões para honrar seus compromissos. 


Desde então, os Correios passaram a sondar instituições financeiras sobre uma nova operação, sem descartar o aporte já sinalizado pelo Ministério da Fazenda.


Aporte da União


Uma cláusula do contrato com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander prevê um aporte de R$ 6 bilhões da União até 2027, independentemente de nova captação.


O risco eleitoral passou a ser usado pela empresa como argumento para tentar antecipar parte desse aporte ainda em 2025.


A preocupação é evitar a repetição do cenário do fim de 2025, quando a demora para fechar o empréstimo colocou em risco o pagamento do 13º salário.


Rombo dos Correios


Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025. No mesmo período do ano anterior, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.


Apenas no segundo trimestre, o prejuízo foi de 2,64 bilhões de reais.


A crise na estatal levou o ex-presidente dos Correios Fabiano Silva a entregar uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto.


No final de agosto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu a crise dos Correios à quebra do monopólio.


“Houve a quebra do monopólio e hoje os Correios estão com um passivo de ter que entregar cartas para quem usa ainda os Correios nas regiões mais remotas do país”, afirmou o ministro em entrevista à Band.


“Imagina, não tem como você pagar com selo a mandar (sic) uma carta física para o interior de uma região longínqua do país”, acrescentou.

FONTE: O Antagonista

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