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31/01/2026 às 11h24 - atualizada em 31/01/2026 às 11h32

Redação

Campo Grande / MS

Vorcaro diz que Will Bank seria comprado por fundo árabe
Negócio com seria fechado no dia da liquidação do Master, diz banqueiro
Vorcaro diz que Will Bank seria comprado por fundo árabe
Foto Wikipédia

Em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o criador do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou que a alienação do Will Bank estava programada para ser oficializada em 18 de novembro de 2025.


Segundo o executivo, o grupo Mubadala Capital, sediado em Abu Dhabi, estava prestes a firmar o contrato de aquisição justamente no período matutino em que o Banco Central (BC) decretou a intervenção no Master.


Durante uma acareação conduzida em dezembro, Vorcaro pontuou que a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal foi o fator determinante para a interrupção das tratativas. O banqueiro defende que a capitalização por meio de investidores internacionais teria sido a solução para os problemas de fluxo de caixa das empresas.


Em suas palavras:


“O contrato estava pronto. Seria um desfecho de final feliz para o sistema financeiro, que foi infelizmente interrompido pela operação”.


Apesar das expectativas do fundador, o Will Bank, que possuía uma base de 12 milhões de usuários e registrou movimentação de R$ 7,5 bilhões no último ano, teve sua liquidação extrajudicial decretada em 21 de janeiro.


O encerramento das atividades ocorreu pouco tempo depois que o embate judicial e as ações policiais inviabilizaram a continuidade dos negócios do conglomerado.


O relato de Vorcaro tornou-se público na noite de quinta-feira, 29, após o ministro Dias Toffoli remover o sigilo sobre as oitivas que investigam o colapso do grupo financeiro.


O material inclui ainda declarações de Ailton Aquino, diretor do BC, e de Paulo Henrique Costa, ex-gestor do BRB.


Além de justificar a venda frustrada da fintech, o empresário contestou as suspeitas de ilícitos no setor de crédito.


Vorcaro assegurou a legitimidade dos títulos emitidos pela companhia Tirreno e afirmou que não possuía atribuições técnicas para acompanhar as rotinas operacionais da empresa na época dos acontecimentos.


Atualmente, a Polícia Federal mantém as investigações para confirmar se o grupo forjou créditos sem garantias reais para ludibriar investidores e inflar balanços patrimoniais.


O inquérito tramita sob a égide do STF devido ao envolvimento de autoridades com foro especial.

FONTE: Juan Araújo

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