04/02/2026 às 11h49
Redação
Campo Grande / MS
O governo Lula apresentou ao Congresso Nacional suas prioridades para o ano na segunda-feira, 2, e elas podem ser resumidas em apenas uma palavra: Lula.
A Mensagem ao Congresso Nacional 2026 começa traçando um cenário delirante e fantasioso sobre o desempenho do governo nos últimos três anos, cujo ápice é a afirmação de que “o ano passado também entrou para a história pela maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos”.
Segundo o texto, “pela primeira vez, o combate às facções criminosas chegou ao andar de cima”. O discurso de Lula, que cita a Operação Carbono Oculto, contrasta com a falta de interesse dos governistas de apoiar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso do Banco Master, e também com as declarações de leniência do presidente com criminosos.
É por isso que uma das prioridades de Lula para o ano é aprovar algum projeto que indique que ele não é leniente com o crime, seja a PEC da Segurança Pública, que foi rejeitada pelos governadores, por retirar prerrogativas dos estados, ou o PL Antifacção, pelo qual o governo perdeu interesse desde que foi modificado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) na Câmara.
A outra prioridade parlamentar do governo é o fantasioso projeto pelo “fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário”, como diz a mensagem de Lula.
Nesse caso, o irresponsável projeto nem sequer precisa ser aprovado e virar lei para cumprir a missão de dar um discurso ao petista na tentativa de reeleição — pelo contrário.
Vendendo sonhos
Basta que a proposta serva de pretexto para reclamar dos empresários, da Faria Lima, do andar de cima ou qualquer outra expressão que Lula usará para vender sonhos para seus eleitores.
“O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, diz a mensagem do petista, como se o governo tivesse capacidade de mudar essa situação, sem redução de salários ou empregos, apenas promulgando uma lei.
A terceira prioridade legislativa é a “urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos”.
A regulação não ocorreu até agora porque o PT simplesmente não consegue se conectar com os trabalhadores de aplicativo.
O assunto virou até capa de Crusoé, ainda em 2023: Um partido em busca de trabalhadores constatava a defasagem dos petistas em relação à nova realidade do mercado.
Mais quatro anos?
Todas essas promessas têm o único objetivo de tentar manter Lula no poder por mais quatro anos a partir de 2027, sempre às custas do futuro do Brasil, como ele já tinha feito nos dois primeiros governos.
A pré-campanha, aliás, começou há mais de um ano, quando o petista desistiu de se entender com o Congresso e largou o próprio governo, na tentativa de chegar politicamente vivo à eleição.
Em sua mensagem ao Congresso, o presidente celebrou a “inflação sob controle” e teve o desplante de incluir entre as medidas responsáveis por isso “as mudanças em alíquotas de importação de alguns produtos”, classificadas como inócuas pelos produtores.
Na verdade, como diz a ata do Comitê de Polícia Monetária (Copom) do Banco Central publicada nesta terça-feira, 3, o avanço da inflação foi segurado apenas pela autoridade monetária brasileira, que teve de pesar os juros contra a política fiscal expansionista do governo Lula.
O país dificilmente suportará mais quatro anos disso.
FONTE: Rodolfo Borges
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