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06/02/2026 às 12h39 - atualizada em 06/02/2026 às 12h50

Redação

Campo Grande / MS

PT se pinta de antissistema
No evento que marca o 46º aniversário do PT, o presidente do partido, Edinho Silva, discursou indicando a narrativa de Lula nas eleições de 2026
PT se pinta de antissistema
Foto Divulgação pt

O presidente nacional do PT, Edinho Silva (à direita na foto), abriu o evento que celebra o 46º aniversário do partido, pintando a legenda de “antissistema”.


Embora o partido tenha vencido cinco eleições presidenciais (três com Lula e duas com Dilma Rousseff) e passado 16 anos ininterruptos no comando do Palácio do Planalto, ele afirmou que o PT “não aceita o sistema que está aí”.


“O sistema que está aí não é nossa responsabilidade. Nós não defendemos esse modelo de produção de riqueza e de acumulação de riqueza”, acrescentou.


Segundo o petista, foi Lula quem “propôs e lutou” pela reforma da renda, com a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil de reais e a cobrança de impostos “do andar de cima”.


“É o governo do antissistema”, disse.


“Lula é a única liderança hoje capaz de expressar um sentimento antissistema por meio da transformação”, seguiu o presidente do PT.


Eleições 2026


O discurso de Edinho Silva indica qual será a narrativa do presidente Lula durante sua campanha à reeleição em 2026.


“A percepção do mundo de que o modelo de organização politica não responde mais às necessidades da sociedade é que gera um sentimento antissistema”, disse o presidente do PT.


Para o dirigente partidário, as forças políticas da extrema-direita e da direita capturaram o “sentimento antissistema”, deixando a legenda em uma encruzilhada.


O partido aposta na perigosa campanha de “ricos contra pobres” para justificar o posicionamento antissistema e algumas políticas impopulares, como o aumento de impostos no Brasil.


A narrativa de Edinho Silva foi reforçada por José Dirceu (à esquerda na foto), que defendeu a necessidade de uma “revolução política” para enfrentar o sistema atual, o qual classificou como “podre”.


Dirceu disse ainda ser preciso lembrar que a classe dominante conduz o projeto de país desde a República Velha.


“Nós não somos a classe dominante. Somos a representação da classe trabalhadora brasileira”, afirmou.

FONTE: O Antagonista

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