09/02/2026 às 14h29
Redação
Campo Grande / MS
O presidente da Argentina, Javier Milei, conseguiu uma cota de 80 mil toneladas de carne para vender aos Estados Unidos com tarifa zero.
A oportunidade foi obtida dentro do acordo de livre comércio fechado entre EUA e Argentina na última quinta-feira.
O montante da cota foi divulgado pela Casa Branca como uma “oportunidade de carne mais barata para os americanos”.
Os frigoríficos brasileiros têm conseguido vender 50 mil toneladas sem tarifa dentro de uma cota para “outros países”.
A partir daí, são obrigados a pagar 26,4% de taxa por causa do tarifaço americano.
A expectativa é que, no geral, o Brasil siga vendendo mais carne para os EUA que os argentinos por causa da capacidade de produção, mas com lucros menores.
“Estamos atentos aos movimentos de competidores da agropecuária brasileira e esperamos que o Brasil, como maior produtor mundial de carne bovina e maior exportador, também possa ter oportunidades semelhantes”, disse à coluna Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).
Para Carol Monteiro de Carvalho, advogada especialista em comércio internacional, o acordo EUA-Argentina enfraquece o Mercosul, porque dá vantagens regulatórias aos americanos no mercado do sócio do Mercosul, mas também provoca desvios de comércio no mercado americano a favor dos argentinos.
A Argentina argumenta que as vantagens concedidas aos EUA estão dentro das exceções permitidas pela Tarifa Externa Comum (TEC), que foram recentemente ampliadas. Procurado, o Itamaraty informa que ainda analisa o impacto do acordo EUA-Argentina no Mercosul.
FONTE: Raquel Landim
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