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13/02/2026 às 09h29

Redação

Campo Grande / MS

Jornal britânico alerta para que países ricos não sejam como o Brasil
Artigo afirma que altos juros tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar
Jornal britânico alerta para que países ricos não sejam como o Brasil
Foto arquivo

A revista The Economist usou o Brasil de alerta para a economia de países ricos.


Em artigo publicado nesta quinta-feira (12/2), o veículo afirma que o mundo rico deveria temer a "Brasileirização", ou seja, um cenário em que juros elevados tornam a dívida pública cada vez mais difícil de administrar.


O artigo afirma que o paradoxo do país é combinar indicadores que, à primeira vista, seriam considerados positivos, como crescimento econômico, banco central independente e orçamento primário "quase equilibrado", com uma dinâmica de endividamento considerada explosiva.


Com a selic, a taxa básica de juros, em 15% ao ano, o governo brasileiro "provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros", diz a revista, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio.


"Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os do mundo rico."


Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta do Brasil vai atingir 99% do PIB em 2030. Em 2010, correspondia a 62%.


"Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida."


Mas a saída pela austeridade, diz a publicação, parece politicamente inviável.


Segundo o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição em outubro, "afrouxou os cordões da bolsa", o que reduz as chances de um ajuste fiscal severo no curto prazo.


Para explicar por que o país paga taxas tão superiores às de economias ricas, a revista aponta uma combinação de fatores institucionais e históricos.


FONTE: BBC Brasil

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