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13/02/2026 às 13h00

Redação

Campo Grande / MS

Pesquisadores encontram ‘poço de execução’ da era viking
Vala revela sinais de decapitação e violência extrema, indicando uma execução em massa ou batalha
Pesquisadores encontram ‘poço de execução’ da era viking
Foto divulgação

Arqueólogos e estudantes da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, encontraram o que chamaram de “poço de execução” da era viking. A vala abrigava restos mortais, inteiros e desmembrados, de pelo menos dez indivíduos.


Acredita-se que os ossos pertenciam a jovens do século 9, que participaram de conflitos entre saxões e vikings.


Um dos corpos encontrados chama atenção pela altura. Na época, os homens mediam cerca de 1,68 m, enquanto o esqueleto, jogado de bruços no poço, parecia ter 1,95 m de altura.


O homem alto também apresentou um orifício oval de 3 centímetros de diâmetro no crânio.


Pesquisadores acreditam que ele passou por um procedimento cirúrgico comum da época, no qual perfuravam o crânio de uma pessoa viva para tratar enxaquecas, convulsões e até distúrbios psicológicos.


Uma curadora da Universidade de Cambridge, responsável por analisar os restos mortais, acredita que o jovem pode ter tido um tumor que afetou a glândula pituitária e causou um excesso de hormônios de crescimento. A doença teria aumentado a pressão intracraniana, causando enxaquecas.


Além dele, há restos mortais de outras dez pessoas, sendo a maioria jovens.


Segundo arqueólogos, os ossos devem ter sido jogados no poço após uma batalha ou execução em massa, já que há sinais de decapitação e violência extrema.


“Incomumente, a vala comum continha uma mistura de restos mortais inteiros e desmembrados, incluindo um conjunto de crânios sem corpos claramente correspondentes e uma ‘pilha de pernas’, bem como quatro esqueletos completos, alguns em posições que sugerem que estavam amarrados”, diz um comunicado da universidade britânica.


Agora, os pesquisadores tentam reconstruir os restos humanos, para tentar identificar ao certo quantos corpos foram jogados na vala, além de estudarem como essas pessoas podem ter morrido.

FONTE: R7

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