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20/02/2026 às 08h46

Redação

Campo Grande / MS

Liquidante do Banco Master aciona Justiça dos EUA à caça de bens de Vorcaro
Ação protocolada em Miami mira 22 entidades, incluindo galerias de arte e imobiliárias de alto padrão
Liquidante do Banco Master aciona Justiça dos EUA à caça de bens de Vorcaro
Foto Instagram

A FB Regimes Especiais de Empresas iniciou um processo de rastreamento internacional de ativos pertencentes a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com o objetivo de saldar dívidas com investidores e credores.


A petição, protocolada na Corte Federal de Falências de Miami, resultou no envio de 22 intimações a diferentes frentes, abrangendo desde instituições bancárias e corretores de imóveis até renomadas galerias de arte e casas de leilão nos Estados Unidos. A estratégia busca identificar propriedades e bens de alto valor que possam ser liquidados para minimizar as perdas bilionárias decorrentes do colapso da instituição financeira.


Entre os ativos que despertam maior interesse nas investigações está uma mansão de aproximadamente 2,2 mil metros quadrados localizada na região de Orlando. A propriedade, avaliada em cerca de US$ 32 milhões, é apontada como um dos bens de maior relevância ligados ao círculo familiar do banqueiro.


 

Conforme detalhado em apuração que motivou a movimentação judicial, o liquidante também busca informações em estabelecimentos como a Gagosian, Pace Gallery, Sotheby’s e Christie’s, tentando mapear transações envolvendo obras de arte valiosas.


O colapso do Banco Master foi precedido por investigações sobre supostas inconsistências financeiras, que culminaram na intervenção e posterior liquidação da entidade. O rombo estimado atinge a casa dos bilhões de dólares, afetando o sistema de garantia de depósitos e diversos investidores. Esta frente de trabalho em solo norte-americano soma-se a outras medidas já em curso no Brasil para a recomposição do patrimônio afetado.


Em contrapartida, os advogados que representam Vorcaro nos Estados Unidos já apresentaram uma objeção formal às medidas adotadas. A defesa argumenta que o liquidante não possui a legitimidade necessária para perseguir bens pessoais do empresário, sustentando que qualquer responsabilidade legal deveria recair sobre a pessoa jurídica do banco e não sobre seu ex-controlador individualmente. Daniel Vorcaro nega a existência de irregularidades e afirma que apresentará seus argumentos de defesa em todas as instâncias processuais.


A definição sobre o alcance dessas investigações internacionais e o futuro do rastreamento de ativos devem ser decididos pela Justiça norte-americana nas próximas semanas.

FONTE: Juan Araújo

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