24/02/2026 às 10h09
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal se prepara para, em breve, ouvir Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho de Lula, no contexto das investigações sobre a quadrilha que desviou bilhões de reais por meio de descontos fraudulentos aplicados a aposentados e pensionistas.
A data do depoimento ainda não foi definida, mas a hipótese já está sendo discutida internamente, segundo interlocutores ouvidos por uma reportagem da VEJA com acesso às apurações.
Até o momento, embora Lulinha seja citado repetidamente, não existem provas concretas que o liguem aos crimes investigados.
O caso está sob a coordenação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal ( STF), que acompanha o escândalo que prejudicou ao menos 3 milhões de aposentados com descontos associativos ilegais.
Recentemente, a investigação apontou uma possível conexão de Lulinha com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, principal suspeito do esquema.
No final do ano passado, de forma sigilosa, o ministro autorizou que um informante do caso fosse incluído no programa de proteção à testemunha após supostas ameaças do Careca do INSS.
A testemunha não era qualquer pessoa: Edson Claro, antigo parceiro de Antunes, afirmou à PF que ouviu do empresário que ele pagava 300.000 reais mensais a Fábio Luís em troca de facilidades no governo.
Segundo relatos, a Polícia Federal teria se recusado a registrar a informação. O presidente jamais negou a possibilidade de envolvimento do filho, afirmando em entrevista que, se houver irregularidades, Lulinha “vai pagar o preço (…) porque a lei é para todos”. Atualmente, ele reside na Espanha.
A VEJA revelou ainda que, desde dezembro, a CPI mista do INSS vem ouvindo Edson Claro para apurar outra suspeita: a tentativa do grupo do Careca de fechar um contrato milionário com o Ministério da Saúde.
De acordo com Claro, Camilo Antunes teria repassado, via lobistas, 5 milhões de reais a Fábio Luís para obter facilidades no governo.
Os pagamentos teriam sido intermediados pela empresária Roberta Luchsinger e pela publicitária Danielle Fonteles, ex-proprietária de uma empresa investigada por lavagem de dinheiro na campanha de Dilma Rousseff. Todas as partes negam qualquer irregularidade.
Foto Veja
FONTE: Direita Online
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