06/03/2026 às 06h29
Redação
Campo Grande / MS
Informações obtidas a partir da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelam que o filho do presidente Lula mantinha um fluxo financeiro regular de pagamentos em favor do empresário Jonas Suassuna, que aparece como um dos proprietários oficiais do sítio em Atibaia (SP).
As transferências foram realizadas por meio de TED e não apresentam descrição sobre a finalidade dos pagamentos.
Os valores foram depositados em uma conta de Suassuna no banco Santander, vinculada a uma agência localizada no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Lulinha transferiu cerca de R$ 700 mil para Suassuna.
Os repasses eram feitos mensalmente, na maioria das vezes no valor de R$ 10 mil. Em alguns períodos, porém, os valores foram maiores e chegaram a R$ 50 mil nos meses de junho e julho de 2024.
Suassuna é ex-sócio de Lulinha na empresa BR4 Participações e figurava como um dos proprietários formais do sítio localizado em Atibaia, no interior de São Paulo, imóvel que ganhou notoriedade em investigações relacionadas à Operação Lava Jato.
Na época em que o caso se tornou público, o empresário também era responsável pelo pagamento do aluguel do apartamento onde Lulinha morava.
Os registros bancários apontam ainda que a conta analisada movimentou aproximadamente R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025. A defesa de Lulinha afirma que o empresário não tem relação com investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias e diz que prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, considerado o foro adequado para tratar do caso.
FONTE: Rodrigo Vilela
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