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16/03/2026 às 12h20

Redação

Campo Grande / MS

Vorcaro pode ter gerado rombo 40 vezes que o Lobo de Wall Street
Investigações da PF calculam prejuízo de cerca de R$ 40 bilhões
Vorcaro pode ter gerado rombo 40 vezes que o Lobo de Wall Street
Foto arquivo

O rombo financeiro gerado pelas fraudes ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master pode superar em 40 vezes o prejuízo provocado por Jordan Belfort, o famoso Lobo de Wall Street. É o que indicam investigações da Polícia Federal, que calculam que o rombo ligado ao caso brasileiro chegue a cerca de R$ 40 bilhões, segundo informações divulgadas pelo colunista Paulo Cappeli, do portal Metrópoles.


Belfort foi um corretor da bolsa norte-americana conhecido por aplicar um grande esquema de fraude financeira e manipulação de mercado nos anos 1990 por meio de sua empresa Stratton Oakmont.


Ele e sua equipe vendiam ações baratas e quase desconhecidas para investidores, aplicando mentiras e pressão psicológica como método de persuasão. A compra por parte de muitos clientes fazia o preço subir artificialmente. Em seguida, Belfort e seus comparsas vendiam suas próprias ações, obtendo grande margem de lucro. O preço, por sua vez, despencava, e os investidores comuns eram prejudicados.


Estima-se que o esquema tenha fraudado cerca de 200 milhões de dólares (R$ 1 bilhão). A história inspirou o filme O Lobo de Wall Street, estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Martin Scorsese.


Belfort foi condenado em 1999 por fraude e lavagem de dinheiro, tendo cooperado com o FBI na delação de outros envolvidos. Sua pena foi de 4 anos de prisão, além de uma multa de 110 milhões de dólares para ressarcir as vítimas.


Já Daniel Vorcaro foi preso preventivamente no último dia 4 de março. Segundo as investigações, o esquema consistia na criação e comercialização de títulos de crédito sem lastro – ou seja, ativos e dívidas que não tinham garantia real ou sequer existiam – usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. O objetivo era fazer a instituição parecer mais sólida e lucrativa do que realmente era, esconder fragilidades financeiras e continuar captando dinheiro no mercado.


Com esse patrimônio inflado, o banco passou a oferecer investimentos com rendimentos até 40% superiores aos praticados no mercado, o que atraía investidores em busca de retornos mais altos. Segundo as investigações, porém, o banco não tinha base financeira real para sustentar esses pagamentos. O esquema começou a ruir quando o Banco Central do Brasil identificou inconsistências nos balanços da instituição e determinou a liquidação extrajudicial do Master.


Para a PF, foram praticados crimes como organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

FONTE: Monique Mello

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