24/03/2026 às 06h44
Redação
Campo Grande / MS
O ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto enfatizou, nesta segunda-feira (23), que a cúpula da instituição não trata de operações de bancos do segmento S3 – de médio porte – e também que não pode ser responsabilizada por falha de terceiros.
A manifestação foi enviada ao Estadão, que mais cedo trocou mensagens com Campos Neto informando-o sobre um processo investigativo feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) a ex-funcionários da autarquia que estariam envolvidos no escândalo do Banco Master e o ex-banqueiro se comprometeu a fazer um comentário.
Essas irregularidades supostamente ocorreram de 2019 a 2023, durante sua presidência.
O sistema bancário nacional conta com classificações por tamanho das instituições financeiras. Ao comando do BC são levados os casos que envolvem bancos maiores. É o caso de questões ligadas aos bancos S1 (com ativos acima de 10% do PIB) e S2 (de 1% a 10% do PIB), que passam rotineiramente pela diretoria executiva da instituição. O banco de Daniel Vorcaro era uma pequena instituição, do S3, com 0,57% do ativo total do sistema.
Outra nota publicada mais cedo nesta segunda detalhava que a abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) na CGU são em relação ao ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe de Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana. De acordo com Campos Neto, ambos chegaram à instituição antes que ele fosse indicado à presidência e permaneceram na autarquia após sua saída, ao final de 2024.
FONTE: Agência Estado
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