29/03/2026 às 10h52
Redação
Campo Grande / MS
Documentos obtidos pelo portal UOL indicam que alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, possivelmente souberam com antecedência da ação da Polícia Federal.
Em diversas casas, agentes encontraram camas abandonadas, imóveis sendo esvaziados e moradores que não retornaram enquanto a polícia cumpria os mandados.
A segunda fase da operação apontava suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, com bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões.
Em Trancoso (BA), a PF relatou que o quarto de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, estava aberto e com aparência de abandono repentino.
Familiares informaram que o casal havia ido à academia.
“Somente havia pertences relacionados aos demais ocupantes do imóvel”, afirmou a polícia. A única apreensão foi uma câmera de vigilância.
No Leblon (RJ), o apartamento do investidor Nelson Tanure estava sendo esvaziado.
Em Belo Horizonte, na casa de André Beraldo de Morais, a polícia encontrou roupas e camas desarrumadas, além de um “grande arsenal de armas e munições” em uma sala-cofre.
Em Nova Lima (MG), agentes foram recebidos por policiais militares à paisana que se identificaram como seguranças privados. Armas de diversos calibres foram apreendidas, mas a PF afirmou que a atuação exige investigação à parte.
Nem todos os alvos tiveram sinais de aviso prévio. No apartamento de Silvio Barreto da Silva, diretor da Lormont Participações, os policiais encontraram o investigado dormindo. Um chaveiro abriu a porta após tentativas de contato sem sucesso.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025, quando sete pessoas foram presas, incluindo Daniel Vorcaro.
O banqueiro é apontado como o principal integrante do grupo responsável por ter promovido fraudes financeiras com um prejuízo estimado em 12 bilhões de reais.
O foco da investigação está na venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo os investigadores, a instituição financeira emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado.
O retorno é considerado irreal pelas autoridades.
FONTE: O Antagonista
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