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Corumbá

03/04/2026 às 10h58

Redação

Campo Grande / MS

Promotora destaca avanços, mas que ainda há muito por fazer pelas mulheres
Viviane Zuffo Vargas Amaro foi uma das homenageadas pela Câmara Municipal de Corumbá pela passagem do Dia Internacional da Mulher
Promotora destaca avanços, mas que ainda há muito por fazer pelas mulheres
Foto ASCOM

A promotora Viviane Zuffo Vargas Amaro, da Primeira Promotoria de Justiça da Comarca de Corumbá, foi uma das homenageadas pela Câmara Municipal de Corumbá na úlima quarta-feira, 01.


Na oportunidade ela afirmou que já houve avanços, mas ainda há muito a ser feito, e que se pedissem para resumir o significado do Dia Internacional da Mulher em poucas palavras, talvez elegeria apenas duas: igualdade e proteção.


Sobre igualdade, afirmou que seria de oportunidades e de tratamento, mas que “haveria de ser uma igualdade verdadeiramente material, substancial, em que se observassem também as nossas fragilidades, não no sentido ‘depreciativo’, mas que fossem observadas as nossas particulares necessidades de mulher, de mãe, de filha e de esposa, mas sem nunca esquecer, obviamente, da nossa imensa e inesgotável força interior”.


“Lutamos para construir nossas famílias, choramos muitas vezes escondidas no banheiro para que ninguém perceba nossas angústias, protegemos nossos filhos como verdadeiras leoas, trabalhamos obstinadamente para propiciar o que não tivemos na própria infância; amparamos nossos pais, apoiamos nossos maridos, e tudo isso com um olhar sensível, uma escuta compreensiva e um amor infinito e incomensurável que só a mulher sente e pode transmitir”, continuou.


Já o fato de eleger a palavra ‘proteção’, teria que ser de “de forma integral e sem exceções! Proteção contra todo e qualquer abuso, proteção contra toda e qualquer espécie de violência, extirpando-se de vez os crescentes e horrendos crimes praticados no âmbito da violência doméstica”.


Confidenciou que já houve avanços, mas que muito ainda há por ser feito. “Vivemos em uma sociedade que julga, rotula, discrimina e exclui. E os exemplos são muito claros. Se a mulher abdicou de seus próprios sonhos, da sua carreira profissional para se dedicar aos cuidados do lar e à formação dos filhos, é constantemente abordada com indagações do tipo, mas você não trabalha? Ou ainda você fica em casa o dia inteiro?".


Argumentou ainda que, por outro lado, “se as mulheres lutam ferrenhamente para se inserirem no mercado de trabalho para contribuírem com o orçamento familiar, buscando conciliar incansavelmente os afazeres domésticos e as reponsabilidades profissionais, são tomadas pela culpa de nem sempre estar presentes às apresentações da escola, à reunião de pais e, consequentemente, taxadas de 'ausentes', 'negligentes' ou 'de que estão a terceirizar o cuidado dos filhos'. Ou, ainda, se nos sentimos cansadas, externamos nossas indignações ou pedimos ajuda, somos tidas como 'frágeis e vulneráveis".


Disse que isso não se trata da defesa de uma de um mero discurso de pauta ideológica ou ‘vitimização’, longe disso! Na verdade, ela entende que o Dia Internacional da Mulher deveria servir de “lembrete para um brinde ao reconhecimento e à celebração das conquistas e vitórias já galgadas, lembrando que alcançamos cargos públicos e espaços no mercado de trabalho jamais ocupados por mulheres e que eram praticamente exclusivos ao sexo masculino”.


Fez um pedido especial às mulheres para que todas sigam comemorando as grandes vitórias, a assunção de novas e importantes funções, mas que também “nunca se esqueçam de valorizar aquelas que labutam fora dos palcos, bem distantes dos holofotes, dedicando-se talvez à tarefa mais complexa e desafiadora neste mundo moderno em que os valores se encontram tão distorcidos: à criação e à educação de filhos idôneos e honrados!”.


ATRIBUTOS


Em relação às corumbaenses e ladarenses com as quais tem mantido contato, disse que são mulheres com garra, beleza, inteligência, responsabilidade sensibilidade. “São apenas alguns dos muitos atributos das mulheres com as quais, de uma forma ou de outra, tenho mantido contato pessoal ou profissionalmente desde que aqui cheguei e que representam como que um retrato deste povo maravilhoso, de cultura ímpar e de força imensurável”, confidenciou.


Disse estar honrada com a homenagem recebida e por estar, assim, e ainda que reflexamente, também representando as mulheres da “minha querida Corumbá, que há treze anos nos recebeu a mim, ao meu esposo e aos meus três filhos, e que continua a nos tratar com muito carinho e acolhimento; a nossa sensação e sentimento é, cada vez mais, de verdadeiro pertencimento a esta comunidade e como insisto em lembrar: gaúchos de nascimento, mas pantaneiros de coração!!”.


Antes de encerrar seu discurso, leu um texto que recebeu no Dia Internacional da Mulher de autoria de Ellen Mayara, “Para a mulher que você se tornou - Um dia você foi uma menina sonhando em ser mulher. O tempo passou. A vida te mudou, ou, na verdade, te moldou. Te fez crescer no improvável. Te fez forte onde se achava fraca.


Talvez o caminho não tenha sido como aquela menina desenhou... Mas ele te trouxe até aqui. A mulher de quem o mundo exige muito, mas que entrega ainda mais. Mais do que você mesma reconhece, mais do que você mesma parece enxergar.


A mulher que você se tornou faria aquela menina se orgulhar.


Vocês mulheres, merecem ser celebradas hoje e todos os outros dias!”.

FONTE: Assessoria de Comunicação

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