07/04/2026 às 09h26
Redação
Campo Grande / MS
O reajuste de 12,61% proposto para as tarifas de energia elétrica no Mato Grosso do Sul foi questionado pelo vereador Alexandre Vasconcellos que, durante sessão ordinária do Poder Legislativo corumbaense, reivindicou junto ao diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, revisão e reconsideração do percentual, bem acima da inflação oficial do país em 2025.
“O Brasil encerrou 2025 com índice acumulado de 4,26%, conforme dados divulgados pelo IBGE, e no primeiro trimestre de 2026, a inflação registrada foi de 1,49%, o que torna o aumento proposto ainda mais desproporcional frente ao cenário econômico atual”, argumentou pedindo apoio dos parlamentares sul-mato-grosssenses em Brasília, para reverter a situação.
“Nesse primeiro trimestre, o índice de 1,49% reforça a tendência de estabilidade inflacionária. No entanto, o reajuste de 12,61% nas tarifas de energia elétrica recomendado pela ANEEL, ultrapassa de forma expressiva os indicadores, gerando preocupação quanto ao impacto direto no orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis, bem como nos custos operacionais do comércio, da indústria e do setor produtivo em geral”, continuou.
Lembrou que se trata de um serviço essencial e indispensável à vida moderna, mas que aumentos dessa magnitude comprometem o poder de compra da população, pressionam a atividade econômica e podem desencadear efeitos em cadeia, como a elevação de preços de bens e serviços, contribuindo para o aumento do custo de vida.
Afirmou que a expressiva diferença entre o reajuste aplicado e os índices inflacionários evidencia a necessidade de maior equilíbrio na política tarifária, observando-se os princípios da modicidade tarifária, da razoabilidade e do interesse público, fundamentais na prestação de serviços públicos concedidos.
“Diante desse cenário, torna-se imprescindível a revisão do reajuste, buscando maior justiça tarifária e compatibilidade com a realidade econômica da população sul-mato-grossense”, enfatizou justificando a necessidade de assegurar transparência, equilíbrio e respeito ao consumidor, promovendo a defesa do interesse público frente a aumentos considerados excessivos.
FONTE: Assessoria de Comunicação
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