07/04/2026 às 13h32
Redação
Campo Grande / MS
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a adoção de uma anistia ampla como estratégia central para pacificar o ambiente político brasileiro e encerrar a divisão ideológica. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à apresentadora Paula Valdez, no Tarde BandNews.
"Qual seria o melhor medicamento neste momento para ser aplicado para que a gente, num primeiro momento, anulasse a polarização? Anistia", afirmou o governador.
Na visão de Caiado, a iniciativa funcionaria como uma medida terapêutica essencial para que o Brasil consiga virar a página.
“Não estou sendo inovador nisso. Juscelino Kubitschek já utilizou essa abordagem. Ele foi de fato vítima de um golpe, mas disse: "Olha, me deixem trabalhar. Precisamos construir um Brasil em cinco anos que levaria 50 para ser feito."
Esta é uma medida terapêutica para que eu possa resolver a situação e declarar: "De agora em diante, não se discute mais este assunto. De agora em diante, vamos conversar sobre a situação da educação, da segurança e da saúde."
O ex-governador minimizou o desafio de enfrentar o PT nas urnas.
“Vencer o PT não é o principal desafio. O problema é que já vencemos em 2018 e perdemos em 2022. Portanto, o que defendo é que governar o país é a tarefa mais difícil. O exemplo de Goiás mostra isso: o PT nem é mais uma alternativa no estado porque a qualidade de vida e as ações de governo melhoraram tanto que o partido saiu da pauta política estadual.
Essa é a grande diferença. O que a sociedade realmente quer, além de ganhar a eleição, é que saibamos governar o país para que ele volte a se desenvolver. O PT, além de ter cometido roubos dos aposentados, da Petrobras, do Mensalão, o mais grave é que ele roubou a perspectiva de futuro do país”.
Questionado sobre a disputa interna que culminou na escolha de seu nome no PSD, Caiado afastou dúvidas sobre um possível racha interno na sigla presidida por Gilberto Kassab e garantiu que “a questão está resolvida”.
“Os critérios para a definição do candidato foram pré-estabelecidos. Inicialmente, antes do anúncio, o próprio Ratinho Júnior decidiu dedicar total atenção ao processo eleitoral em seu estado. Posteriormente, após um entendimento e respeitando o prazo acordado, Kassab se pronunciou, juntamente com o conselho, indicando meu nome para representar o PSD.
Outro ponto, é o posicionamento do ex-governador Eduardo Leite. Tive a oportunidade de conversar com ele por telefone sobre este assunto e o encontrarei na próxima quinta-feira, durante o Fórum da Liberdade, onde tenho uma audiência marcada. A questão está resolvida, e o partido está acertado. Sinto grande responsabilidade em levar o nome de um partido ao qual sou grato, especialmente ao presidente Kassab, por ter tido a coragem de lançar um candidato à presidência”, concluiu
FONTE: Bandnews
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