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Brasil

22/04/2026 às 08h32

Redação

Campo Grande / MS

Quanto Lula gastou para alugar cruzeiros na COP30?
Embarcações serviram de hospedagem para participantes da Conferência do Clima da ONU, em novembro de 2025
Quanto Lula gastou para alugar cruzeiros na COP30?
Foto arquivo

O governo Lula (PT) gastou pelo menos 350,2 milhões de reais para alugar os navios de cruzeiro que socorreram a organização da COP30 e serviram de hospedagem para participantes da Conferência do Clima da ONU, realizada em novembro de 2025, em Belém (PA).


Segundo o Metrópoles, o valor consta em um documento enviado pela Casa Civil à Câmara dos Deputados.


"Verifica-se que o valor total despendido pelo governo federal na operação foi de R$ 350.240.506,46”, disse o governo Lula.


“Instada, a Secop esclareceu que a utilização de navios como hotéis flutuantes durante a COP30 decorreu da análise de possíveis soluções para o incremento de unidades habitacionais e leitos e de um conjunto de soluções necessárias e complementares para o problema de hospedagem, a fim de suprir o déficit de unidades hoteleiras e atingir, mediante sua efetivação, o número de leitos necessários para satisfazer às necessidades diretas e indiretas da mencionada conferência, sem prejuízo das necessidades ordinárias de Belém e região metropolitana”, acrescentou.


Sócio de Vorcaro


Para alugar navios das empresas Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros, a Embratur contratou a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que pertence ao empresário Marcelo Cohen.


Cohen é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP).


A Qualitours pertence à holding BeFly, criada por Marcelo Cohen a partir do impulsionamento de fundos ligados ao Master.


Segundo a Folha de S. Paulo, o empresário usou recursos dos fundos “B10” e “TT” para comprar empresas como a Flytour, a Queensberry e a STB.


A aquisição da Flytour está em discussão na Câmara de Arbitragem de São Paulo desde dezembro de 2025.


Ao jornal, Marcelo Cohen afirmou que o Master “não detinha participação societária na BeFly”.


“Sua atuação se deu como parceiro financeiro, por meio de linhas de crédito contratadas para apoiar parte das aquisições realizadas entre 2021 e 2022, em conjunto com recursos próprios gerados pela operação”, acrescentou.

FONTE: O Antagonista

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