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Brasil

22/04/2026 às 13h46 - atualizada em 22/04/2026 às 14h24

Redação

Campo Grande / MS

Aneel autoriza aumento de 12,1% na conta da energia do sul-mato-grossense
Aumentos refletem a alta dos custos com compra de energia, encargos setoriais
Aneel autoriza aumento de 12,1% na conta da energia do sul-mato-grossense
Foto arquivo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta quarta-feira (22) uma série de reajustes tarifários que vão elevar a conta de luz em diferentes regiões do país, em um movimento que impacta mais de 29 milhões de unidades consumidoras.


Parte desses reajustes já havia sido anunciada anteriormente, incluindo os da Roraima Energia (24,13%), Enel Rio (15,6%), Light (8,6%) e CEA Equatorial (3,54%).


Na decisão desta quarta-feira, a Aneel aprovou os reajustes de outras distribuidoras relevantes, consolidando o que especialistas já chamam de uma “super-quarta” de aumentos tarifários no setor elétrico.


Entre os novos índices aprovados estão o da CPFL Santa Cruz (18,89%), um dos mais elevados do ciclo, e o da CPFL Paulista (12,13%), que atende mais de 5 milhões de consumidores no interior de São Paulo.


Também tiveram reajustes confirmados a Energisa Mato Grosso do Sul (12,1%), a Coelba (5,8%), a Energisa Mato Grosso (6,86%), a Neoenergia Cosern (5,4%), a Enel Ceará (5,78%) e a Energisa Sergipe (6,86%).


Apesar das diferenças entre as distribuidoras, os reajustes seguem uma lógica comum. Segundo a Aneel, os aumentos refletem principalmente a alta dos custos com compra de energia, encargos setoriais — especialmente a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo bancado pelos consumidores para subsidiar políticas públicas — e despesas com transmissão.


Vale destacar que no Norte e no Nordeste, parte das distribuidoras conseguiu reduzir o impacto dos reajustes com a antecipação de recursos ligados ao UBP (Uso de Bens Públicos), o que ajudou a manter os índices em um dígito. 



É o caso da Coelba, que teve a antecipação de R$ 1 bilhão em recursos da UBP (Uso de Bem Público), solicitada pela própria distribuidora para aliviar a tarifa neste ciclo. Mesmo assim, o percentual é maior do que a estimativa do mercado para o IPCA, índice oficial de inflação, projetado em 4,8% no boletim Focus divulgado recentemente pelo Banco Central. 


Além disso, parte das tarifas incorpora ajustes financeiros de ciclos anteriores, enquanto mecanismos que vinham segurando a conta de luz deixam de valer, pressionando os índices atuais. Apesar disso, a diretora Agnes da Costa destacou a necessidade de ações estruturais que visem minimizar o impacto para o consumidor.


Novos aumentos ainda em análise


A tendência de alta pode continuar. A Aneel ainda analisa outros processos tarifários em consulta pública, como o da Copel (19,2%) e o da Energisa Sul-Sudeste (7,23%), cujos índices ainda podem ser alterados antes da aprovação final.

FONTE: Robson Rodrigues

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