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Brasil

29/04/2026 às 20h02

Redação

Campo Grande / MS

Messias recebe telefonema de consolação de Lula
Presidente conversou com o preferido – e preterido – advogado minutos depois de rejeição histórica à sua indicação ao STF
Messias recebe telefonema de consolação de Lula
Foto arquivo

Minutos após o Senado Federal rejeitar sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, na noite de quarta-feira, 29, Jorge Messias recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contato foi feito pelo telefone do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e encontrou o advogado-geral da União cercado de aliados na liderança do governo — cenário que refletia o peso político do momento.


Um telefonema no rastro da derrota


Segundo o Globo, estavam ao lado de Messias os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Weligton Dias (Desenvolvimento Social) e José Guimarães (Relações Institucionais), além do presidente do PSB, João Campos.


Era um esforço do governo para demonstrar solidariedade a um aliado que acabara de protagonizar um dos episódios mais constrangedores da gestão Lula no Congresso.


A rejeição de Messias pelo plenário do Senado — 42 votos contrários contra 34 favoráveis, sete abaixo do mínimo necessário — não tinha precedente desde a redemocratização. A última vez que o Senado barrou um nome presidencial para o STF foi em 1894, no governo de Floriano Peixoto.


Lula não entendeu nadanunciada por Lula em novembro de 2025, levou 160 dias para ser formalizada ao Senado.


O atraso decorreu, em grande parte, da resistência do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia outro nome para a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.


Nas semanas anteriores à votação, o governo intensificou as articulações. Messias buscou aproximação com parlamentares, fez acenos a Alcolumbre e contou com relatório favorável do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Nada bastou.


Lula não entendeu que nem ele nem o Congresso são os mesmos.


Quem vem por aí?


Com a derrota, Lula precisará indicar um novo nome ao STF, desta vez em condições políticas mais adversas. O episódio expõe a fragilidade da base governista no Congresso a menos de seis meses das eleições, e deve tornar qualquer nova negociação com o Legislativo mais trabalhosa para o Palácio do Planalto.

FONTE: O Antagonista

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