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Brasil

03/05/2026 às 11h08 - atualizada em 03/05/2026 às 11h19

Redação

Campo Grande / MS

Flávio se descola de Lula no Polymarket 10 dias após proibição
Decisão do CMN de bloquear a plataforma no Brasil entra em vigor nesta segunda-feira, 4
Flávio se descola de Lula no Polymarket 10 dias após proibição
Foto Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece, neste domingo, 3, com 43,5% das apostas na plataforma Polymarket sobre quem deve ganhar a eleição presidencial deste ano.


Lula (PT) marca 39%, e Renan Santos (Missão), 5,7%.


O ex-governador Romeu Zema (Novo), que chegou a marcar 10% no ápice de seu enfrentamento com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece agora com 4%.


O mineiro está praticamente empatado com o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), especulado entre as alternativas a Lula, caso o presidente não venha a disputar a reeleição.


Proibição


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou em 24 de abril uma resolução que proíbe a oferta e a negociação, em território brasileiro, de contratos de previsão vinculados a eventos esportivos, políticos, eleitorais, culturais e de entretenimento.


A norma publicada pelo Banco Central entra em vigor na segunda-feira, 4 de maio, e atinge diretamente plataformas internacionais como Kalshi e Polymarket, além de outras 25 empresas do setor, mas essas plataformas estão inacessíveis no Brasil desde 24 de abril.


A Argentina também determinou o bloqueio ao Polymarket, em março, por meio de uma decisão judicial. O site também não pode funciona na França, na Alemanha e na Itália, entre outros países.


Segundo o Ministério Público de Buenos Aires, a plataforma “operava como um sistema de apostas online disfarçado” e, além disso, “não exigia verificação de identidade nem de idade, além de permitir a criação de contas em poucos minutos”.


Tendências


Antes de o Polymarket sair do ar no Brasil, Flávio marcava 38,2%, pouco mais que os 36% de Lula. Zema tinha 10,2% e Renan, 5,7%.


Na semana passada, Lula viu o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias, seu advogado-geral da União, para uma cadeira no STF, algo que não ocorria há mais de um século.


A decisão foi encarada como um fim antecipado do governo e pôs em questão a reeleição de Lula.

FONTE: O Antagonista

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