03/05/2026 às 18h41
Redação
Campo Grande / MS
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio ao deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) após um episódio de tensão envolvendo um general do Exército nas dependências da Câmara dos Deputados.
O caso aconteceu na última quarta-feira, 29, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Após a sessão, Van Hattem e o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército, protagonizaram um bate-boca.
Em publicação no X, Flávio compartilhou um vídeo da discussão e criticou a postura do militar.
“Minha solidariedade ao @marcelvanhattem ! Esse tipo de militar não está à altura do Exército Brasileiro!”, escreveu.
Van Hattem agradeceu o apoio do senador e fez críticas ao governo Lula.
“Muito obrigado, Flávio!!! Se fosse no governo Bolsonaro contra um deputado de esquerda, o mundo teria acabado! Só que não foi – até por que esta prática covarde do alto comando, subalterno de Alexandre de Moraes, só podia ser coisa de serviçal do Lula. Vamos recuperar o Brasil!”, escreveu.
Bate-boca
A discussão ocorreu depois de Van Hattem criticar o comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, e o alto comando da força.
Em vídeo que circula nas redes, o parlamentar reage às falas do general e chama o comandante de “frouxo”.
Segundo o deputado, o militar tentou dissuadi-lo de levar adiante a convocação de Paiva para prestar esclarecimentos à comissão. O encontro terminou em troca de acusações.
Após o episódio, Van Hattem anunciou que pedirá a abertura de processo disciplinar contra o general e afirmou ter sido alvo de intimidação dentro da Câmara.
“É inacreditável que alguns representantes do generalato do Exército busquem ameaçar parlamentares dentro da Câmara por causa de suas opiniões. A censura feita por Alexandre de Moraes passou a ser ensinado ao Comandante Tomás e a seus subordinados imediatos de ocasião? Essa postura mancha a reputação e a história do Exército brasileiro sobre o qual respeito como instituição”, disse.O deputado também informou que pretende registrar ocorrência na Polícia Legislativa e solicitar o descredenciamento do general da função no Congresso.
FONTE: O Antagonista
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