09/05/2026 às 08h40
Redação
Campo Grande / MS
O governo do presidente Lula anunciou um conjunto de medidas econômicas e benefícios que somam R$ 143,7 bilhões em 2026, em meio ao avanço do calendário eleitoral e ao crescimento do pré-candidato da oposição, o senador Flávio Bolsonaro, nas pesquisas.
Levantamento da Folha aponta que a maior parte dos recursos, cerca de R$ 76,2 bilhões, será destinada à ampliação de linhas de crédito para caminhoneiros, microempreendedores, estudantes do Fies e setores como habitação, indústria e agronegócio.
O governo petista também prevê até R$ 32 bilhões em subsídios e renúncias fiscais para conter a alta dos combustíveis em meio à guerra no Irã. Outros R$ 15,2 bilhões serão liberados do FGTS, além de R$ 5,3 bilhões destinados ao programa Gás do Povo.
Para financiar o Desenrola 2, o governo anunciou ainda um aporte de até R$ 15 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil.
Integrantes da equipe econômica negam que as medidas tenham caráter eleitoreiro.
Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que o governo aprovou dezenas de medidas econômicas desde 2023 e disse que “os números mostram um governo que trabalha e produz de forma consistente desde o primeiro dia”.
O governo também prepara novas medidas voltadas a trabalhadores informais, taxistas e motoristas de aplicativo — grupos em que o PT enfrenta maior resistência eleitoral.
Desenrola 2.0
O Ministério da Fazenda publicou na última terça, 5, a portaria que regulamenta a medida provisória responsável por instituir o programa Desenrola 2.0, voltado à redução do endividamento dos brasileiros.
A medida, apresentada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, deve gerar um impacto de R$ 4,5 bilhões nos cofres do fundo nos primeiros três meses de vigência, com teto máximo estimado em R$ 8 bilhões.
As instituições financeiras participantes ficam obrigadas a conceder desconto mínimo de 40% sobre o valor das dívidas renegociadas.
A primeira edição do Desenrola Brasil registrou R$ 53,2 bilhões em dívidas renegociadas.
Apesar do volume expressivo, dados do Banco Central apontam que, para cada R$ 1 renegociado pelo programa, surgiram R$ 1,15 em novas dívidas em atraso. Após o encerramento da primeira fase, o estoque de inadimplência voltou a se expandir.
FONTE: O Antagonista
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