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18/05/2026 às 07h13

Redação

Campo Grande / MS

As previsões
Pedro Valls Feu Rosa
As previsões
Foto arquivo

Sente-se. Acomode-se confortavelmente. E veja, com olhos de ver, estes alertas:


“Nós asseveramos que os EUA e o mundo continuam vulneráveis à próxima epidemia de gripe ou a uma pandemia que poderão causar mortes e incapacitações em larga escala, afetando severamente a economia mundial e drenando os recursos internacionais” (relatório divulgado em 2018).


“Uma profunda crise de saúde global é uma questão de ‘quando’, não de ‘se’ “ (texto divulgado por um Diretor da Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA em 2017).


“A ameaça de uma pandemia é a principal preocupação envolvendo a saúde. Estamos prontos para respondê-la? Temo que a resposta seja negativa” (relatório de uma diretora do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, datado de 2018).


“Temos previsto um evento global desta natureza desde 2005” (Jennifer Horney, diretora do programa de epidemiologia da Universidade de Delaware, EUA).


“A próxima ameaça pode não vir de uma gripe. Quase certamente terá origem em um vírus desconhecido, como ocorreu com a SARS, MERS e outras doenças infecciosas recentemente descobertas” (Bill Gates, dirigente de uma fundação dedicada ao estudo da saúde, em 2018).


Deixei para o final o alerta mais inacreditável de todos. Era o dia 31 de julho de 2018. Li, no jornal, o seguinte texto: “Uma equipe de cientistas da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, EUA, simulou a propagação de um novo agente patogênico que se dissemina através da tosse e os resultados não podem ser mais preocupantes: a perda de controle da epidemia e uma mortalidade de até 10% da população mundial”.


Pois é. Algo previsível e previsto, inacreditavelmente, pegou todos de surpresa – em um mundo no qual berra-se em cada esquina ser a saúde uma prioridade! Ninguém estava preparado!


Mas deixemos a epidemia para lá. É muito complicada. Falemos de algo mais básico – do saneamento básico, por exemplo. Aos 27 de março de 2020 divulgou-se que 31,1 milhões de brasileiros (16% da população) não têm acesso a água fornecida por meio da rede de abastecimento.


Noticiou-se, ainda que 74,2 milhões de brasileiros (37%) da população) vivem em áreas sem coleta de esgoto e outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa. É complicado, isso. Muito complicado. Melhor voltarmos a falar da epidemia, algo mais simples de entender!


Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo

FONTE: Pedro Valls Feu Rosa

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