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Internacional

19/05/2026 às 16h42 - atualizada em 19/05/2026 às 16h47

Redação

Campo Grande / MS

Rubio critica OMS por lentidão na resposta ao surto de ebola
Secretário de Estado dos EUA questiona atuação da agência da ONU enquanto Washington tenta coordenar resposta fora da organização
Rubio critica OMS por lentidão na resposta ao surto de ebola
Foto arquivo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira, 19, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) demorou a dar uma resposta adequada ao novo surto de ebola que afeta a África Central.


A OMS classificou o ressurgimento da doença como emergência de saúde pública de alcance global e convocou reunião de urgência sobre a crise — o sem a participação americana, uma vez que os EUA deixaram a agência em janeiro deste ano.


EUA fora da OMS, mas na linha de frente


Segundo O Globo, Rubio afirmou que a contenção do surto ficará a cargo do CDC — o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos — em paralelo à atuação da OMS. “Infelizmente [a OMS] reagiu um pouco tarde”, declarou o secretário.


Washington anunciou na segunda-feira, 18, o reforço de triagens sanitárias em aeroportos para passageiros oriundos das zonas afetadas, além de restrições de entrada a portadores de passaportes estrangeiros que tenham visitado Uganda, a República Democrática do Congo ou o Sudão do Sul nos últimos 21 dias.


Os EUA também informaram a alocação de cerca de 13 milhões de dólares em recursos de assistência e a abertura de aproximadamente 50 clínicas para atendimento de pacientes com ebola na RDC, epicentro da crise. Rubio reconheceu os obstáculos logísticos da operação: “É um pouco difícil chegar lá porque fica numa área rural… e num local de difícil acesso, num país devastado pela guerra”.


OMS rebate e aponta falhas na estratégia americana


A postura dos EUA gerou resposta direta da OMS. De acordo com a fonte, o diretor da agência, Matthew Kavanagh, classificou a contribuição americana até o momento como “decepcionante”. Em declaração à agência AFP, Kavanagh afirmou que “o governo [dos EUA] afirmou que poderia negociar acordos bilaterais e substituir a capacidade da OMS com esforços internos”, e concluiu: “Este surto demonstra claramente que essa é uma estratégia fracassada”.


A tensão entre Washington e a OMS remonta ao início do atual mandato de Donald Trump, quando o presidente iniciou o processo de retirada dos EUA da agência — efetivado em janeiro de 2026 — sob a justificativa de falhas na condução da pandemia de Covid-19.


O surto em curso é causado pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não há vacina nem tratamento terapêutico disponível. O ebola vitimou mais de 15 mil pessoas na África ao longo dos últimos 50 anos. O governo americano recomendou que seus cidadãos evitem deslocamentos para as regiões afetadas.

FONTE: O Antagonista

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