Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Internacional

27/05/2026 às 08h15

Redação

Campo Grande / MS

Órgão eleitoral acusa Petro por fraude e propina para beneficiar esquerda
Há provas de voos ocultos e propina sindical na campanha presidencial
Órgão eleitoral acusa Petro por fraude e propina para beneficiar esquerda
Foto arquivo

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia abriu uma investigação formal contra o presidente esquerdista Gustavo Petro. 


A acusação aponta que a campanha presidencial de 2022 ultrapassou os limites orçamentários estabelecidos pela legislação do país.


As auditorias do órgão eleitoral indicam uma omissão de gastos superior a 5,3 bilhões de pesos colombianos, o equivalente a cerca de 925 mil dólares.


O teto legal de financiamento de campanha teria sido violado tanto no primeiro quanto no segundo turno do pleito.


De acordo com o relatório fiscalizador, a campanha de Petro deixou de registrar aportes financeiros significativos vindos de sindicatos. 


Entre os repasses ocultados estão verbas da Federação Colombiana de Educadores (Fecode) e de um sindicato de trabalhadores da petroleira estatal Ecopetrol.


Também foram identificadas irregularidades no pagamento e na declaração de voos privados utilizados pelo então candidato. 


O atual presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa, que atuou como gerente da campanha na época, também é alvo direto da investigação do CNE.


A denúncia do CNE soma-se a outros episódios de suspeitas financeiras que cercam o mandato do líder de esquerda.


Em julho de 2023, o próprio filho do presidente, Nicolás Petro, confessou à Justiça ter recebido recursos de um narcotraficante para inflar eventos políticos do pai na região do Caribe. 


Nicolás responde formalmente pelo crime de lavagem de dinheiro.


Em pronunciamento público e por meio de suas redes sociais, Gustavo Petro reagiu de forma agressiva à decisão institucional, classificando a fiscalização do órgão eleitoral como o início de um suposto “golpe de Estado”.


Ele convocou seus apoiadores a realizarem mobilizações nas ruas.


Diferente do sistema eleitoral brasileiro, o CNE colombiano possui natureza administrativa e não tem o poder direto de cassar o mandato do chefe de Estado, limitando-se à aplicação de multas econômicas. 


Contudo, as provas colhidas pela entidade podem ser encaminhadas à Comissão de Acusações da Câmara dos Deputados para a abertura de um eventual julgamento político contra o presidente.

FONTE: Pedro Taquari

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium